Trump exibe foto de caneta automática no lugar de Biden em galeria da Casa Branca

Eu tomei cada uma daquelas decisões conscientemente
Biden responde às acusações de Trump sobre o uso de autopen nos perdões presidenciais.
Mark

Por que Trump decidiu colocar uma foto de uma caneta automática no lugar do retrato de Biden? Parece uma provocação muito específica.

Mimi

É exatamente isso. Trump está usando o espaço físico da Casa Branca para fazer um argumento político. A galeria presidencial é um lugar simbólico, e substituir o retrato de um presidente por uma imagem de uma máquina é uma forma de dizer: este homem não estava realmente no comando.

Luke

Mas precisamos ser claros sobre o que sabemos e o que não sabemos. Sabemos que Biden usou o autopen. Sabemos que Trump alega que isso torna os perdões inválidos. O que não sabemos ainda é o resultado da investigação que Trump abriu — se ela vai encontrar que os perdões são realmente inválidos ou não.

Mark

Biden disse que ordenou verbalmente cada perdão. Como Trump responde a isso?

Mimi

Trump e seus aliados argumentam que Biden estava em declínio cognitivo e não teria capacidade de tomar essas decisões. Mas Biden nega isso completamente. Ele diz que conhece Trump bem o suficiente para saber que ele faria exatamente o que está fazendo agora.

Luke

E aí está o problema. Temos duas narrativas completamente opostas sobre a capacidade cognitiva de Biden. Uma é baseada em observações públicas durante a campanha. A outra é a palavra de Biden dizendo que estava perfeitamente lúcido. Nenhuma delas é definitiva.

Mark

O autopen é realmente incomum para um presidente usar?

Mimi

Não. O governo americano usa há décadas. Mas nunca tinha sido tão politizado. Trump transformou uma ferramenta administrativa em símbolo de incompetência presidencial.

Luke

E isso é importante notar: o autopen não é novo, não é secreto, não é ilegal. Biden admitiu o uso publicamente. A questão real é se a ordem verbal de Biden é suficiente para validar os perdões, ou se ele precisaria ter assinado pessoalmente cada um. Isso é uma questão legal que ainda está sendo investigada.

  • Trump substituiu o retrato de Biden na galeria presidencial por uma fotografia da caneta automática, convertendo uma crítica política em declaração visual permanente.
  • A administração republicana abriu investigação formal para questionar a validade jurídica dos perdões presidenciais assinados pelo dispositivo no final do governo Biden.
  • O argumento central de Trump é que Biden sofria de declínio cognitivo e não teria participado conscientemente das decisões — uma acusação que vai além dos perdões e atinge a legitimidade de todo o período final do mandato.
  • Biden respondeu ao New York Times admitindo o uso do autopen, mas afirmando que ordenou verbalmente cada perdão e que antecipava exatamente esse tipo de retaliação por parte de Trump.
  • A investigação segue em curso, mantendo viva uma disputa que toca em questões constitucionais sobre autoridade executiva e o que configura uma decisão presidencial válida.

Na galeria presidencial de uma Casa Branca renovada, onde deveria repousar o rosto de Joe Biden, Donald Trump colocou a imagem de uma caneta automática — gesto que transforma um instrumento burocrático em acusação histórica. A disputa em torno do autopen revela algo mais profundo do que uma querela sobre assinaturas: é uma batalha sobre legitimidade, memória e o que significa, de fato, governar. Entre a versão de Trump, que vê no aparelho a prova de uma presidência ausente, e a de Biden, que reivindica consciência em cada decisão, o que está em jogo é a narrativa definitiva sobre quem detinha o poder nos últimos dias de um mandato.

Uma caneta automática ocupa agora o espaço reservado ao retrato de Joe Biden na galeria presidencial da Casa Branca. Donald Trump colocou a imagem ali em setembro de 2025, transformando um equipamento administrativo rotineiro em símbolo de uma acusação política: a de que seu antecessor não estava à altura do cargo durante os últimos meses de mandato.

O autopen é uma máquina que reproduz assinaturas autênticas e é utilizada pelo governo americano há décadas. Mas na narrativa republicana, tornou-se evidência de ausência presidencial. Em março deste ano, Trump passou a atacar Biden pelo uso do aparelho, alegando que os perdões concedidos no final do governo democrata seriam inválidos — assinados por auxiliares sem o conhecimento direto do presidente. Uma investigação formal foi anunciada.

Biden respondeu em entrevista ao New York Times. Admitiu o uso do autopen, mas rejeitou a insinuação de incapacidade: afirmou ter tomado cada decisão de perdão conscientemente, com a máquina utilizada apenas para replicar sua assinatura após ordens verbais explícitas. 'Eu sei o quão vingativo Trump é. Todo mundo sabe. Então, sabíamos que fariam exatamente o que estão fazendo agora', declarou.

A troca do retrato pela imagem da caneta não é apenas uma alegação administrativa — é a substituição simbólica de um rosto por um objeto, como se o objeto fosse a prova mais honesta do que aquela presidência teria sido. A investigação continua, e com ela permanecem abertas questões maiores sobre autoridade executiva, capacidade presidencial e os limites do que constitui uma decisão legítima de quem governa.

Uma caneta automática agora ocupa o lugar onde deveria estar o retrato de Joe Biden na galeria presidencial da Casa Branca. A imagem foi colocada ali por Donald Trump em setembro de 2025, exatamente um ano antes de ele exibi-la publicamente — um gesto que transformou uma ferramenta administrativa em símbolo de uma disputa política sobre o legado do antecessor.

O autopen é um dispositivo simples: uma máquina que reproduz assinaturas autênticas. O governo americano o utiliza há décadas, originalmente para tarefas que exigiam múltiplas assinaturas, como a emissão de cheques por departamentos federais. Mas na narrativa de Trump, tornou-se prova de que Biden não estava à altura do cargo durante seus últimos meses na presidência.

Em março deste ano, Trump começou a atacar Biden pelo uso do aparelho, argumentando que vários dos perdões presidenciais concedidos no final do mandato democrata eram inválidos porque teriam sido assinados por auxiliares em nome do presidente, sem seu conhecimento direto. A administração republicana anunciou uma investigação formal sobre a questão. O argumento subjacente era claro: Trump e seus aliados afirmavam que Biden sofria de declínio cognitivo e não teria participado realmente das decisões sobre os perdões.

Biden respondeu em entrevista ao jornal The New York Times. Ele admitiu o uso do autopen, mas rejeitou a insinuação de que estava incapacitado. Segundo Biden, ele tomou cada uma daquelas decisões de perdão conscientemente. O volume de perdões era tão grande que seus assessores utilizaram a máquina para replicar sua assinatura após ele ter dado ordem verbal explícita. "Eu tomei cada uma daquelas decisões. Eu sei o quão vingativo Trump é. Todo mundo sabe. Então, sabíamos que fariam exatamente o que estão fazendo agora", declarou Biden, acrescentando que sua família não fez nada de errado e que ele simplesmente conhecia bem o comportamento de Trump.

A troca do retrato pela caneta automática na galeria presidencial — um espaço criado durante a renovação da Casa Branca feita por Trump — transforma uma crítica administrativa em declaração visual. Não é apenas uma alegação de que Biden agiu de forma inadequada; é a substituição simbólica de sua imagem por um objeto que representa, na visão de Trump, a prova dessa inadequação.

O obsessão de Trump com o autopen começou no início de seu segundo mandato e permanece. A investigação anunciada pela administração republicana continua em andamento, com o objetivo de determinar se os perdões de Biden são legalmente válidos. A questão toca em temas maiores sobre capacidade presidencial, autoridade executiva e o que constitui uma decisão presidencial legítima — mas também revela como uma ferramenta administrativa rotineira se tornou arma em uma disputa sobre quem realmente governou nos últimos dias da presidência Biden.

Eu tomei cada uma daquelas decisões. Eu sei o quão vingativo Trump é. Todo mundo sabe. Então, sabíamos que fariam exatamente o que estão fazendo agora.
— Joe Biden, em entrevista ao The New York Times
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