Na manhã de quarta-feira, em Seattle, um homem jurou servir a justiça e, cinquenta e quatro minutos depois, recebeu um email a dizer que estava despedido. Roger Rogoff, escolhido por unanimidade por um painel de dezassete juízes federais para preencher uma vaga que a administração Trump havia simplesmente ignorado, tornou-se o símbolo mais recente de uma tensão antiga: a que existe entre o poder executivo e a independência do sistema judicial. O episódio levanta uma questão que transcende a política imediata — o que significa nomear alguém para servir a lei, se quem governa pode desfazer esse