Quando Donald Trump pousou em Dublin e declarou que a reunificação da Irlanda seria 'fantástica' e inevitável, ele tocou numa das feridas mais antigas da política europeia — uma questão que custou décadas de violência e que o Acordo da Sexta-Feira Santa de 1998 conseguiu, com esforço, congelar em equilíbrio frágil. A postura rompe com a neutralidade cuidadosa que presidentes americanos mantiveram por gerações, e lembra que palavras ditas ao lado de um primeiro-ministro numa tarde de sábado podem reverberar por anos em parlamentos, ruas e identidades.