Em meio a discursos que denunciam o suposto monopólio brasileiro na indústria de carne americana, Donald Trump abriu silenciosamente o mercado dos Estados Unidos para até 300 mil toneladas de carne importada com tarifas reduzidas — medida que beneficia, acima de tudo, o Brasil. A contradição revela uma tensão antiga entre a retórica protecionista e as necessidades práticas de governar: quando os preços sobem e as eleições se aproximam, os princípios cedem espaço à conveniência. O Brasil, pressionado por restrições na China e na Europa, encontra nos Estados Unidos um comprador improvável e urge