Entre campos de golfe e estreitos marítimos, a política externa norte-americana revela a sua lógica mais crua: os recursos naturais como justificação para a presença militar, e o petróleo como moeda que decide a permanência ou a retirada. Trump, falando da Irlanda, equiparou o Irão à Venezuela — dois países onde Washington vê não apenas ameaças, mas oportunidades. Do outro lado, Teerão transforma o estreito de Ormuz numa alavanca diplomática, condicionando qualquer abertura ao cumprimento de promessas já feitas. O que se negocia, no fundo, não é paz — é quem controla o que vale.