No cruzamento entre força militar e cálculo comercial, Donald Trump transformou o Estreito de Ormuz — artéria por onde flui um terço do petróleo mundial — em objeto de uma exigência inédita: que os países beneficiados pela proteção naval americana paguem por ela. A demanda, lançada em meio a tensões persistentes com o Irã, revela uma visão transacional da segurança coletiva que desafia décadas de arquitetura de alianças no Golfo Pérsico. Ao mesmo tempo, Trump sinalizou abertura ao diálogo com Teerã, mantendo abertas as portas tanto da negociação quanto do confronto.