Em um momento em que as fronteiras entre segurança interna e diplomacia internacional se tornam cada vez mais porosas, a administração Trump voltou sua atenção ao Brasil, questionando a efetividade do governo Lula no combate ao PCC e ao Comando Vermelho. A crítica, que se estende também a Canadá, México e China, revela uma estratégia americana de pressão seletiva — tornada ainda mais ambígua pela simultânea remoção da Venezuela da lista de países não cooperativos. No fundo, o que está em jogo não é apenas o narcotráfico, mas a geometria das relações bilaterais e os critérios, nem sempre transp