Após mais de duas décadas de presença militar, os Estados Unidos encerram formalmente sua missão de combate no Iraque, num momento que Donald Trump celebra como o fechamento de um capítulo custoso da história americana. A retirada não é abandono total — treinamento e inteligência permanecem —, mas transfere ao povo iraquiano o peso e a responsabilidade de sua própria segurança. É um gesto de encerramento que carrega, ao mesmo tempo, o alívio de uma saída e a sombra das perguntas que ficam sem resposta.
Trump anuncia saída final de tropas dos EUA do Iraque e elogia novo premiê
Viemos para combater um califado. Não existe mais um califado.
Por que Trump escolheu este momento específico para anunciar a retirada?
O Pentágono havia divulgado a informação um dia antes, então Trump estava formalizando algo que já estava em andamento. Mas o timing permite que ele reivindique a vitória sobre o califado e contraste sua gestão com o Afeganistão.
Espera — a retirada foi planejada antes dele retornar ao cargo? Isso importa para entender se é uma decisão dele ou uma continuação.
E quanto à capacidade das forças iraquianas? Elas estão realmente prontas?
Segundo o Pentágono, as Forças de Segurança iraquianas, incluindo os peshmergas, assumem agora a responsabilidade. Mas a fonte também diz que há preocupação de que ainda não tenham capacidade total.
Então temos uma admissão de incerteza. Os EUA estão saindo, mas ninguém sabe se o Iraque consegue se defender sozinho. Isso é um risco real.
Trump mencionou o apoio contínuo. O que exatamente os EUA continuarão fazendo?
Treinamento específico e apoio de inteligência. Não são tropas de combate, mas presença significativa em termos de capacidade.
Então não é uma saída completa — é uma mudança de forma. Menos visível, mas ainda presente.
Como a população iraquiana vê isso?
A retirada é amplamente apoiada. Depois de mais de vinte anos de presença estrangeira e dezenas de milhares de mortos, há um desejo claro de soberania.
Apoio popular é importante, mas não resolve o problema de segurança. A questão é se esse apoio se mantém se o país ficar instável.
O Pulso
- Trump anunciou na Truth Social o fim da presença militar americana no Iraque, chamando o momento de 'um grande dia para a América' e contrastando a saída com a retirada caótica do Afeganistão em 2021.
- O Pentágono confirmou que tropas de combate deixarão o país, mas os EUA manterão apoio de treinamento e inteligência às forças iraquianas — uma retirada que não é ruptura completa.
- A transição ocorre sob incerteza real: milícias pró-Irã e remanescentes do Estado Islâmico ainda operam na região, e há dúvidas sérias sobre a capacidade das forças iraquianas de conter essas ameaças sozinhas.
- A saída é amplamente apoiada pela população iraquiana, que carrega o peso de dezenas de milhares de mortos desde a invasão de 2003 e anseia por soberania plena após décadas de presença estrangeira.
Após mais de duas décadas de presença militar, os Estados Unidos encerram formalmente sua missão de combate no Iraque, num momento que Donald Trump celebra como o fechamento de um capítulo custoso da história americana. A retirada não é abandono total — treinamento e inteligência permanecem —, mas transfere ao povo iraquiano o peso e a responsabilidade de sua própria segurança. É um gesto de encerramento que carrega, ao mesmo tempo, o alívio de uma saída e a sombra das perguntas que ficam sem resposta.
Donald Trump anunciou o fim da presença militar americana no Iraque, encerrando uma missão que durou mais de duas décadas. A notícia foi antecipada pelo Pentágono e confirmada pelo presidente em publicação na Truth Social, onde descreveu o momento como o fechamento de um capítulo custoso e atribuiu a longa permanência a "decisões muito ruins" de antecessores. "Viemos para combater um califado. Não existe mais um califado. Estamos voltando para casa", declarou.
Trump aproveitou o anúncio para elogiar o novo primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi, descrevendo-o como alguém que apoiou desde o início e destacando sua vitória eleitoral como surpreendente e decisiva. O presidente também traçou um contraste explícito com a retirada do Afeganistão em 2021 — quando 13 militares morreram e equipamentos foram abandonados —, caracterizando a saída do Iraque como "ordenada".
Apesar do encerramento das operações de combate, os Estados Unidos não cortam laços completamente: o Pentágono confirmou que continuará oferecendo treinamento e apoio de inteligência. As Forças de Segurança iraquianas, incluindo os peshmergas do Curdistão, assumem agora a responsabilidade de conter remanescentes do Estado Islâmico e milícias alinhadas ao Irã.
A transição, porém, carrega incertezas profundas. Há questionamentos sobre a capacidade real das forças iraquianas de proteger o país de forma autônoma. A retirada é celebrada por grande parte da população iraquiana, que deseja soberania após décadas de presença estrangeira — mas o legado da invasão de 2003, com dezenas de milhares de mortos, permanece como uma ferida aberta na história compartilhada entre os dois países.
Donald Trump anunciou nesta quarta-feira que as últimas tropas americanas estão saindo do Iraque, marcando o encerramento de uma presença militar que se estendeu por mais de duas décadas. A notícia foi divulgada primeiro pelo Pentágono na terça-feira e confirmada pelo presidente em uma publicação na Truth Social, onde ele chamou o momento de "um grande dia para a América" e descreveu a retirada como o fechamento de um capítulo custoso.
O presidente atribuiu a longa permanência a decisões de seus antecessores, afirmando que líderes do passado tomaram "decisões muito ruins" que envolveram o país naquela situação. Trump enfatizou que estabeleceu uma missão clara, forneceu aos comandantes as ferramentas necessárias e recusou-se a permitir que uma presença temporária se tornasse permanente. "Viemos para combater um califado. Não existe mais um califado. Estamos voltando para casa!", declarou.
O anúncio incluiu elogios ao recém-eleito primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi, a quem Trump descreveu como alguém que apoiou desde o início. Trump destacou que al-Zaidi "venceu uma eleição que não se esperava que ele vencesse — e venceu de lavada", sugerindo uma vitória eleitoral surpreendente e decisiva. O presidente também traçou um contraste explícito com a retirada do Afeganistão em 2021, quando 13 militares americanos morreram e equipamentos foram deixados para trás, caracterizando a saída do Iraque como "ordenada".
Apesar da retirada completa de tropas de combate, os Estados Unidos não estão abandonando completamente o país. O Pentágono confirmou que continuará fornecendo treinamento específico e apoio de inteligência às forças iraquianas. As Forças de Segurança do Iraque, incluindo os peshmergas e outras unidades da região do Curdistão, assumirão a responsabilidade de combater os remanescentes do Estado Islâmico e garantir a segurança nacional. Washington também deixou claro que permanecerá comprometido com o combate ao terrorismo e trabalhará com parceiros regionais para impedir que o grupo extremista se reorganize.
A transição de responsabilidade, porém, ocorre em um contexto de incertezas. As forças iraquianas, embora treinadas e financiadas pelos Estados Unidos, ainda enfrentam questionamentos sobre sua capacidade de proteger completamente o país contra ameaças remanescentes, incluindo milícias alinhadas ao Irã que Washington identifica como uma ameaça à soberania iraquiana e à estabilidade regional. A retirada é amplamente apoiada pela população iraquiana, refletindo o desejo de independência após décadas de presença estrangeira.
O contexto histórico pesa sobre este momento. Desde a invasão liderada pelos EUA em 2003, dezenas de milhares de iraquianos morreram nos conflitos subsequentes. A saída das tropas americanas representa o fim de uma era de intervenção militar direta, mas deixa em aberto a questão de se as instituições iraquianas conseguirão manter a estabilidade e conter as ameaças que permanecem no território.
Citações Notáveis
Estabeleci uma missão clara, dei aos nossos comandantes as ferramentas para concluí-la e recusei-me a permitir que uma presença temporária se tornasse permanente— Donald Trump
As Forças de Segurança do Iraque terão a responsabilidade de continuar combatendo remanescentes do Estado Islâmico e garantir a segurança do país— Pentágono