Trump anuncia saída do hospital nesta segunda-feira após tratamento de Covid-19

Múltiplas pessoas próximas ao presidente contraíram Covid-19, incluindo funcionários da Casa Branca e assessores diretos.
Não tenha medo da Covid. Não deixe que ela determine sua vida.
Trump escreveu isso enquanto deixava o hospital após receber oxigênio duas vezes durante sua internação.

Em outubro de 2020, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump deixou o hospital militar Walter Reed após três dias de internação por Covid-19, anunciando sua saída com uma mensagem de minimização da doença. O episódio, porém, revelou contradições entre os comunicados oficiais e a real gravidade de seu estado clínico, enquanto ao menos dez pessoas de seu círculo próximo também testavam positivo. A cena colocava em evidência uma tensão mais ampla: a distância entre a narrativa do poder e a realidade de uma pandemia que não distingue posições.

  • Trump anunciou sua saída do Walter Reed com tom triunfal, pedindo ao público que não temesse a Covid — enquanto sua equipe médica havia ocultado quedas na oxigenação e o uso de oxigênio suplementar.
  • A contradição entre os boletins iniciais de 'sintomas leves' e as revelações posteriores do médico Sean Conley expôs uma crise de transparência dentro da Casa Branca.
  • A porta-voz Kayleigh McEnany e dois assessores testaram positivo na segunda-feira, ampliando para ao menos dez o número de pessoas próximas ao presidente infectadas em poucos dias.
  • Um relatório do Wall Street Journal indicou que Trump concedeu entrevista televisiva na madrugada antes de divulgar seu diagnóstico, já ciente de um teste inicial positivo.
  • A trajetória do episódio levantava perguntas persistentes sobre os protocolos de segurança adotados — ou ignorados — no coração da administração americana durante a pandemia.

Donald Trump anunciou na segunda-feira que deixaria o Centro Médico Militar Walter Reed no final da tarde, três dias após ser internado com Covid-19. Em postagem nas redes sociais, o presidente afirmou estar se sentindo 'realmente bem' e concluiu com uma mensagem de minimização: 'Não tenha medo da Covid. Não deixe que ela determine sua vida', acrescentando sentir-se melhor do que em vinte anos.

A internação havia começado na sexta-feira, horas após Trump e a primeira-dama Melania anunciarem seus diagnósticos positivos. A Casa Branca a descreveu como medida de precaução, com boletins iniciais mencionando apenas fadiga leve. No sábado, a equipe médica evitou confirmar se o presidente havia precisado de oxigênio. No domingo, o médico-chefe Sean Conley revelou que a oxigenação de Trump caíra duas vezes e que ele recebera oxigênio tanto na sexta quanto no sábado — contrariando as versões anteriores. Ainda assim, Conley indicou que a alta poderia ocorrer na segunda-feira. Naquele mesmo domingo à noite, Trump deixou brevemente o hospital de carro para acenar a apoiadores reunidos nas imediações.

A segunda-feira trouxe novos desdobramentos: a porta-voz Kayleigh McEnany e dois de seus assessores anunciaram ter contraído o vírus, elevando para ao menos dez o número de pessoas do círculo presidencial infectadas nos dias anteriores. O filho Barron, de 14 anos, estava sendo testado diariamente e havia resultado negativo. Um relatório do Wall Street Journal revelou ainda que Trump concedera uma entrevista telefônica a um programa de televisão na madrugada de sexta-feira, antes de tornar público seu diagnóstico, sem mencionar que um teste inicial já apontava infecção — lançando sombras sobre a transparência da administração em um momento crítico da pandemia.

Donald Trump anunciou na segunda-feira que deixaria o Centro Médico Militar Walter Reed no final da tarde, três dias após sua internação para tratamento de Covid-19. Em uma postagem em rede social, o presidente afirmou estar se sentindo "realmente bem" e previu sua saída para as 18h30. A mensagem carregava um tom de minimização da doença: "Não tenha medo da Covid. Não deixe que ela determine sua vida", escreveu, acrescentando que se sentia melhor do que havia se sentido em vinte anos.

Trump havia sido internado na sexta-feira à tarde, poucas horas após anunciar que ele e a primeira-dama Melania haviam testado positivo para o coronavírus. A Casa Branca descreveu a internação como medida de precaução, e os primeiros boletins médicos mencionavam apenas sintomas leves, como fadiga. Mas a narrativa da internação se complicaria nos dias seguintes. No sábado, durante a primeira coletiva de imprensa, a equipe médica se recusou a responder se o presidente havia necessitado de oxigênio, embora reconhecesse que, apesar de uma melhora substancial, ele ainda não estava "fora de perigo".

No domingo, o chefe da equipe médica, Sean Conley, revelou informações que contradiziam os comunicados anteriores: a oxigenação de Trump havia caído duas vezes durante sua permanência no hospital, e ele havia recebido oxigênio tanto na sexta quanto no sábado. Apesar disso, Conley indicou que o presidente poderia receber alta na segunda-feira. No mesmo domingo à noite, Trump deixou brevemente o hospital em um carro, acenando para apoiadores aglomerados nas ruas próximas ao Walter Reed, antes de retornar à suíte presidencial meia hora depois.

A segunda-feira trouxe novas complicações. A porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, e dois de seus assessores informaram estar com Covid-19, ampliando significativamente o círculo de pessoas próximas ao presidente que haviam contraído o vírus. Ao menos dez pessoas do governo ou da equipe de assessores diretos de Trump testaram positivo nos dias anteriores. Entre aqueles que testaram negativo estava Barron, filho de 14 anos do presidente com Melania, que estava sendo testado diariamente conforme relatado pela imprensa americana.

Um relatório do jornal The Wall Street Journal revelou que Trump havia concedido uma entrevista por telefone a um programa de televisão na madrugada de sexta-feira, antes de divulgar publicamente seu diagnóstico positivo, sem mencionar que um teste inicial já indicava que ele estava infectado. A sequência de eventos levantava questões sobre transparência e sobre os protocolos de segurança mantidos na administração presidencial durante a pandemia.

Vou deixar o grande Walter Reed Medical Center hoje às 18h30. Sentindo-me realmente bem! Não tenha medo da Covid.
— Donald Trump, em postagem em rede social
Embora tivesse uma melhora substancial, o paciente ainda não estava fora de perigo
— Equipe médica de Trump, em boletim de sábado
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Trump insistiu em minimizar a doença justamente quando estava internado?

Model

Porque sair do hospital era uma questão política, não apenas médica. Ele precisava mostrar força, controlar a narrativa. A mensagem "não tenha medo" era dirigida aos eleitores tanto quanto aos médicos.

Inventor

Os médicos realmente acreditavam que ele estava bem o suficiente para sair?

Model

Eles disseram que sim, mas a verdade é mais complicada. Ele havia precisado de oxigênio duas vezes. Eles não negaram isso quando perguntados diretamente, mas também não ofereceram essa informação voluntariamente.

Inventor

E quanto aos outros casos na Casa Branca?

Model

Dez pessoas em poucos dias. Isso não era um acidente isolado — era um padrão. Sugeria que os protocolos de segurança não estavam funcionando, ou não estavam sendo seguidos.

Inventor

Trump sabia que havia testado positivo quando fez aquela entrevista?

Model

Sim. Um teste inicial já havia indicado o resultado. Ele escolheu não revelar isso ao público ou ao entrevistador. Isso muda tudo sobre como você vê aquele momento.

Inventor

O que a saída do hospital significava naquele momento?

Model

Significava que a campanha continuava. Significava que ele estava disposto a voltar aos comícios, aos eventos públicos, enquanto ainda estava infectado ou potencialmente contagioso. Era uma declaração de prioridades.

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