Pacientes do Medicare pagarão no máximo US$ 50 de copagamento para medicamentos GLP-1 aprovados, enquanto pagadores diretos terão acesso a partir de US$ 149 a US$ 350. As farmacêuticas concordaram em isentar tarifas por três anos e investir em produção local, respondendo à demanda crescente por tratamentos que reduzem riscos cardiovasculares e tratam obesidade.
Trump anuncia acordo com Eli Lilly e Novo Nordisk para reduzir preços de medicamentos GLP-1
Mil dólares por mês agora custa cinquenta no Medicare
Por que esse acordo importa agora, especificamente? Esses medicamentos já existem há anos.
Porque o custo sempre foi proibitivo. Mil dólares por mês significa que apenas pessoas ricas ou muito bem seguradas conseguiam acessar. Agora, com cinquenta dólares de copagamento no Medicare, milhões de pessoas que antes não tinham opção ganham acesso real.
Mas quantas pessoas realmente se qualificam? O acordo diz "milhões", mas ninguém deu um número exato. E duzentos e cinquenta dólares ainda é muito para quem não tem Medicare.
É verdade. O Medicaid fica a critério dos estados, então a cobertura será desigual. Mas mesmo assim, trezentos dólares em vez de mil é uma diferença que muda vidas.
E as empresas? Por que elas aceitaram isso? Perdem muito dinheiro.
Aceitaram porque o governo ameaçava negociações mais duras. Além disso, ganham isenção tarifária por três anos e investem em produção local, o que compensa a longo prazo.
Mas isso é um acordo voluntário, não uma negociação formal. A Lei de Redução da Inflação permitiria ao governo pressionar mais. Por que não usaram isso?
Porque as empresas preferem negociar diretamente. Um acordo voluntário é mais rápido e previsível para elas.
E as pílulas? Quando chegam?
Até dezembro de 2025, possivelmente. Isso muda tudo, porque injeção semanal assusta muita gente.
Mas nenhuma pílula foi aprovada ainda. Estamos falando de esperança, não de realidade.
Então o que realmente mudou hoje?
O acesso imediato para milhões de pessoas no Medicare. O resto é promessa.
Le Pouls
- Copagamento máximo de US$ 50 no Medicare para medicamentos GLP-1 aprovados
- Preços para pagadores diretos variam de US$ 149 a US$ 350 via TrumpRx
- Eli Lilly e Novo Nordisk isentam tarifas por três anos
- Versões orais podem chegar até dezembro de 2025
- Novo Nordisk investirá US$ 10 bilhões em produção local nos EUA
Pacientes do Medicare pagarão no máximo US$ 50 de copagamento para medicamentos GLP-1 aprovados, enquanto pagadores diretos terão acesso a partir de US$ 149 a US$ 350. As farmacêuticas concordaram em isentar tarifas por três anos e investir em produção local, respondendo à demanda crescente por tratamentos que reduzem riscos cardiovasculares e tratam obesidade.
Trump anunciou acordo com Eli Lilly e Novo Nordisk para reduzir preços de medicamentos GLP-1 como Wegovy e Zepbound, ampliando acesso a milhões de americanos com copagamentos de até US$ 50 no Medicare.
Na quinta-feira, 6 de novembro de 2025, o presidente Donald Trump anunciou um acordo com as farmacêuticas Eli Lilly e Novo Nordisk que promete reduzir drasticamente os preços de dois dos medicamentos mais procurados do país: Wegovy e Zepbound, ambos usados para perda de peso. O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, e marca um passo significativo em direção ao alinhamento dos custos de medicamentos americanos com os praticados em outras nações desenvolvidas. Atualmente, esses fármacos custam acima de mil dólares mensais para quem não possui cobertura de seguro.
Sob os termos do pacto, beneficiários do Medicare pagarão no máximo cinquenta dólares de copagamento para doses aprovadas de medicamentos GLP-1, independentemente de serem usados para diabetes ou obesidade. Já os pacientes que pagam à vista terão acesso a preços iniciais que variam entre cento e quarenta e nove e trezentos e cinquenta dólares, dependendo da dosagem, através da plataforma TrumpRx, um portal governamental criado para facilitar essas compras. A iniciativa responde a uma demanda crescente por esses tratamentos, que não apenas auxiliam na redução de peso, mas também diminuem riscos cardiovasculares e tratam condições como apneia do sono.
Como contrapartida, tanto a Eli Lilly quanto a Novo Nordisk concordaram em isentar tarifas farmacêuticas por três anos. Funcionários da administração estimam que milhões de beneficiários de programas federais se qualifiquem para o acordo, desde que atendam a critérios específicos como obesidade grave ou comorbidades associadas, incluindo doenças cardíacas ou renais. Para o Medicaid, a decisão sobre adesão fica a cargo de cada estado, com a possibilidade de beneficiários não pagarem copagamento algum.
Os números concretos do corte de preços revelam a magnitude da mudança. O Zepbound, da Eli Lilly, terá seu preço inicial reduzido para duzentos e noventa e nove dólares, enquanto o Wegovy, da Novo Nordisk, chegará a duzentos e cinquenta dólares em dois anos. Varejistas como Costco e Walmart já oferecem essas medicações por quatrocentos e noventa e nove dólares em compras à vista. O programa TrumpRx facilitará essas transações até o final de 2025, criando um caminho mais direto para pacientes acessarem os medicamentos sem intermediários.
O acordo também abre caminho para a expansão no Medicare, embora com limitações. Tecnicamente, o programa proíbe cobertura exclusiva para perda de peso, mas o pacto cria um programa piloto para obesidade quando associada a condições médicas graves. Pacientes com risco cardíaco elevado ou apneia do sono já podem acessar Wegovy e Zepbound. Os critérios de elegibilidade incluem índice de massa corporal acima de trinta ou sobrepeso com comorbidades. A cobertura plena está prevista para meados de 2026, após ajustes nos prêmios anuais.
Especialistas em políticas de saúde, porém, questionam se o acordo vai longe o suficiente. Mesmo com a redução, duzentos e cinquenta dólares mensais ainda representa um ônus significativo para muitos pacientes. Importante notar que este pacto voluntário evita as negociações formais previstas pela Lei de Redução da Inflação, um mecanismo que permitiria ao governo negociar preços de forma mais agressiva. A Novo Nordisk anunciou planos de investir dez bilhões de dólares nos Estados Unidos para reforçar a produção local, um sinal de confiança na demanda futura.
O horizonte inclui também formatos orais dos medicamentos GLP-1. Doses iniciais de pílulas custarão cento e quarenta e nove dólares via Medicare ou TrumpRx, pendente aprovação da FDA. A Eli Lilly solicitou um voucher prioritário para acelerar esse processo. Nenhuma pílula para perda de peso está atualmente aprovada, mas estudos avançam rapidamente. A Novo Nordisk testa uma versão oral de Wegovy, com decisão esperada até dezembro de 2025. Esses formatos orais prometem maior adesão em comparação com as injeções semanais, e a administração prioriza aprovações rápidas para ampliar as opções acessíveis.
O acordo se insere em um contexto maior de pressão sobre os preços de medicamentos. Trump reviveu o modelo de "nação mais favorecida" por ordem executiva em maio de 2025, uma estratégia que compara preços internacionais para pressionar reduções domésticas. Acordos semelhantes com Pfizer e AstraZeneca já cortaram custos em Medicaid para outros medicamentos. Simultaneamente, negociações da Lei de Redução da Inflação prosseguem para quinze fármacos, incluindo outros GLP-1s, com preços finais esperados até trinta de novembro. Esses pactos voluntários complementam esse processo mais amplo. A medida alinha com críticas generalizadas aos custos farmacêuticos nos Estados Unidos, que são aproximadamente três vezes maiores que em nações europeias.
Citations marquantes
A Eli Lilly elogiou a colaboração e destacou que quarenta por cento de novas prescrições já vêm via pagamento direto— Eli Lilly, em nota oficial
O CEO da Novo Nordisk enfatizou que acesso amplo é uma meta compartilhada com o governo— Mike Doustdar, CEO da Novo Nordisk