No cruzamento entre soberania industrial e poder de mercado, Donald Trump voltou a usar a ameaça de exclusão comercial como instrumento de pressão, desta vez declarando que a Bombardier — fabricante canadense responsável por metade dos jatos executivos operados nos Estados Unidos — não poderá mais vender aeronaves no país caso não transfira sua produção para solo americano. A declaração, publicada na rede Truth Social, aprofunda uma disputa comercial entre Washington e Ottawa que revela até onde um governo pode ir para redesenhar geografias industriais por decreto.