Trump ameaça atacar Irão com mais força se não travar Hezbollah no Líbano

Mais de 120 mortos em ataques israelitas no sul do Líbano nas últimas 48 horas, apesar do cessar-fogo estar em vigor desde sábado.
Ficariam sem país. Nem sequer vão conseguir voltar
Trump ameaçou o Irão sobre o encerramento do estreito de Ormuz durante entrevista à Fox News.
Mark

Como é que Trump consegue ameaçar atacar o Irão "com mais força" quando já tinha atacado na semana anterior? Isso não sugere que o primeiro ataque não funcionou?

Mimi

Exactamente. O primeiro ataque não conseguiu alcançar o objectivo declarado — impedir que o Hezbollah causasse problemas. Por isso Trump está a escalar a retórica, tentando usar a ameaça de uma ofensiva ainda maior como alavanca nas negociações.

Luke

Mas espera — o acordo foi assinado na quarta-feira, o cessar-fogo entrou em vigor no sábado, e agora estamos a falar de mais de 120 mortos em 48 horas. Isso significa que o cessar-fogo nunca funcionou realmente, ou que foi violado imediatamente?

Mimi

Ambas as coisas, aparentemente. Israel e Hezbollah acusam-se mutuamente de violações. Israel diz que vai manter as forças no sul e operar "sem restrições". Não é claro quem começou a violar o acordo.

Mark

E quanto ao estreito de Ormuz? Trump está realmente a sugerir que os EUA poderiam tomar controlo à força e cobrar portagens?

Mimi

Sim, literalmente. Disse que podia ficar com 20% do petróleo, funcionar como "anjo da guarda" da rota. É uma ameaça económica directa ao Irão.

Luke

Mas isso é viável? Tomar o controlo de uma passagem internacional à força? Isso não violaria o direito internacional?

Mimi

Tecnicamente sim, seria uma violação. Mas Trump está a usar a linguagem de ameaça como ferramenta negocial. Se o Irão ceder nas negociações, talvez nunca chegue a esse ponto.

Mark

Então as negociações na Suíça estão a decorrer enquanto tudo isto acontece?

Mimi

Sim, JD Vance está lá com negociadores iranianos. Mas é difícil negociar quando há ameaças de aniquilação no ar e os combates continuam no Líbano.

Luke

Uma coisa que não fica clara: o Irão encerrou o estreito em retaliação pelos ataques de 28 de fevereiro. Mas quem atacou quem primeiro? Qual é a sequência real dos eventos?

Mimi

A fonte diz que o conflito começou com "ataques israelo-americanos em 28 de fevereiro". Mas não especifica o que provocou esses ataques. Há claramente uma história anterior que não está aqui contada.

  • Trump ameaçou 'aniquilar' o Irão e tomar o estreito de Ormuz à força caso Teerão não cesse o apoio ao Hezbollah e não chegue a acordo nas negociações em curso.
  • O cessar-fogo assinado na quarta-feira entre Trump e o presidente iraniano Pezeshkian não travou os combates: mais de 120 mortos foram registados no sul do Líbano nas últimas 48 horas.
  • O Irão fechou o estreito de Ormuz — por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo — como retaliação, transformando uma rota comercial vital numa arma geopolítica.
  • Negociações mediadas pelo Paquistão e Qatar decorrem na Suíça, com o vice-presidente JD Vance presente, mas avançam sob a sombra das ameaças e da violência contínua no terreno.
  • Israel e Hezbollah acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo, enquanto Israel garante que as suas forças operarão 'sem restrições' no sul libanês perante qualquer ameaça.

No frágil intervalo entre um acordo assinado e uma paz que ainda não chegou ao terreno, Donald Trump escalou as suas ameaças ao Irão, exigindo que Teerão contenha o Hezbollah no Líbano sob pena de ataques ainda mais devastadores. O cessar-fogo proclamado na quarta-feira revela-se, na prática, uma promessa incumprida: mais de 120 libaneses morreram nas últimas 48 horas, enquanto diplomatas negociam na Suíça e combatentes continuam a morrer no sul do Líbano. É o velho paradoxo da guerra moderna — os papéis assinados e os corpos contados raramente habitam o mesmo mundo.

Donald Trump escalou as suas ameaças contra o Irão na sexta-feira, declarando através da rede Truth Social que atacaria Teerão com força ainda maior se os iranianos não conseguissem conter o Hezbollah no Líbano. A exigência surgiu dias depois de um memorando de entendimento assinado entre Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian — um acordo que deveria ter encerrado as hostilidades entre Israel e o grupo xiita, mas que a realidade no terreno rapidamente desmentiu.

Desde que o cessar-fogo entrou em vigor no sábado, os combates prosseguem no sul libanês. O Ministério da Saúde libanês documentou mais de 120 mortos em ataques israelitas nas últimas 48 horas, expondo a fragilidade do acordo e o abismo entre a diplomacia e a guerra vivida pelos civis.

Em entrevista à Fox News, Trump foi ainda mais explícito: disse ter avisado os negociadores iranianos, reunidos na Suíça com o vice-presidente JD Vance, que não hesitaria em 'aniquilar' o Irão se as conversações fracassassem. O Irão anunciara no sábado o encerramento do estreito de Ormuz — por onde transitava um quinto da produção mundial de petróleo — como retaliação pelos ataques israelitas. Trump respondeu sugerindo que os Estados Unidos poderiam tomar o controlo da passagem à força, cobrar portagens aos navios e até ficar com 20% do petróleo que por ali circula.

As negociações na Suíça, mediadas pelo Paquistão e Qatar, decorrem sob uma nuvem de incerteza. Israel e Hezbollah afirmam estar comprometidos com o cessar-fogo, mas acusam-se mutuamente de violações. O que começou como um acordo celebrado com pompa transformou-se rapidamente numa espiral de ameaças e contra-ameaças — com o Líbano e os seus civis a suportarem o custo mais elevado.

Donald Trump escalou as suas ameaças contra o Irão na sexta-feira, declarando que atacaria Teerão com força ainda maior se os iranianos não conseguissem conter o Hezbollah no Líbano. A declaração, feita através da rede Truth Social, exigiu que o Irão impedisse imediatamente os seus aliados de "causarem problemas" — uma referência directa ao grupo xiita que continua a operar apesar de um acordo de cessar-fogo assinado na quarta-feira entre Trump e o Presidente iraniano Masoud Pezeshkian.

O memorando de entendimento deveria ter encerrado as hostilidades entre Israel e Hezbollah no Líbano. Mas a realidade no terreno contradiz o papel assinado. Desde que o cessar-fogo entrou em vigor no sábado, os combates prosseguem no sul libanês. O Ministério da Saúde libanês documentou mais de 120 mortos em ataques israelitas apenas nas últimas 48 horas — um número que expõe a fragilidade do acordo e a continuação da violência apesar das promessas diplomáticas.

Em entrevista à cadeia Fox News, Trump reforçou as suas ameaças de forma ainda mais explícita. Disse ter avisado os negociadores iranianos, que se encontram na Suíça em conversações com o vice-presidente JD Vance, que não hesitaria em "aniquilar" o Irão se as negociações fracassassem ou se Teerão mantivesse o encerramento do estreito de Ormuz. O Irão tinha anunciado no sábado o fecho desta passagem estratégica em retaliação pelos ataques israelitas no Líbano. "Disse-lhes que, se fechassem o estreito, ficariam sem país. Eles nem sequer vão conseguir voltar para o seu maldito país", afirmou Trump.

O estreito de Ormuz é uma das rotas comerciais mais críticas do mundo, por onde transitava um quinto da produção mundial de petróleo antes do conflito. O seu encerramento pelo Irão representa uma arma económica significativa e uma escalada que Trump está determinado a reverter — por qualquer meio. O Presidente sugeriu que os Estados Unidos poderiam tomar o controlo da passagem à força e até actuar como "cobrador de portagem", cobrando taxas pelo trânsito de navios. Chegou mesmo a propor que os EUA poderiam ficar com 20% do petróleo que passa pela rota, funcionando como o que chamou de "anjo da guarda do estreito".

As negociações em curso na Suíça, mediadas pelo Paquistão e Qatar, decorrem sob uma nuvem de incerteza. Enquanto Trump e os seus negociadores tentam alcançar um acordo com o Irão, a ofensiva israelita no sul do Líbano continua sem trégua. Israel e Hezbollah afirmam estar comprometidos com o cessar-fogo, mas acusam-se mutuamente de violações. Israel já garantiu que manterá as suas forças no sul libanês e que estas operarão "sem restrições" perante ameaças. O Irão, por sua vez, colocou o cessar-fogo no Líbano no topo da sua agenda negocial.

A situação revela uma dinâmica complexa: Trump procura forçar uma resolução através de ameaças militares e económicas, enquanto o Irão utiliza o encerramento do estreito de Ormuz como moeda de troca. Os combates continuam no terreno, as mortes acumulam-se, e a diplomacia parece estar a perder terreno para a retórica de confrontação. O que começou como um acordo de cessar-fogo assinado com pompa transformou-se rapidamente numa série de ameaças e contra-ameaças, com o Líbano e os seus civis a suportarem o custo mais elevado.

O Irão deve imediatamente impedir que os seus aliados causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irão com muita força outra vez, só que com mais força
— Donald Trump, na rede Truth Social
Se fechassem o estreito, ficariam sem país. Eles nem sequer vão conseguir voltar para o seu maldito país
— Donald Trump, em entrevista à Fox News
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