Num gesto que mistura provocação e ambição de dar nome às coisas, o presidente Donald Trump anunciou pelas redes sociais que o governo norte-americano deixará de usar a expressão 'inteligência artificial' em documentos oficiais e, segundo suas palavras, em qualquer outro contexto. A cobrança partiu de uma pergunta dirigida ao Wall Street Journal, que ele quis ver adotando 'superinteligência' no lugar. Como tantas disputas sobre palavras, ela revela menos sobre a tecnologia em si do que sobre a força que se atribui à linguagem para moldar a forma como uma sociedade compreende o que cria.
Trump afirma que vai proibir o termo "inteligência artificial" e defende "superinteligência"
Hoje temos uma declaração, não uma norma.
Então o presidente quer banir o termo "inteligência artificial"?
Foi o que ele escreveu no Truth Social. Disse que vai proibir oficialmente a expressão em todos os documentos relevantes e em tudo mais, por considerá-la imprecisa.
E por que o Wall Street Journal entra nisso?
Porque Trump perguntou quando o jornal passaria a usar "superinteligência", que ele diz ser o nome que quase todo mundo usa ou vai usar em breve.
Essa afirmação de que quase todo mundo usa o termo é dele. A reportagem não traz dado algum que a sustente.
E como funcionaria a proibição?
Isso não está dito. Não há menção a ordem executiva, prazo ou órgãos envolvidos.
Exato. Hoje temos uma declaração, não uma norma. Chamar isso de "proibição em vigor" seria ir além do que foi publicado.
Então o que dá para acompanhar?
Se aparecerá um texto formal e se ele valerá só para documentos do governo.
E se "qualquer outro contexto" significa algo concreto ou é só força de expressão. Isso ainda é desconhecido.
Il Polso
- Trump provocou o Wall Street Journal em público, cobrando que o jornal troque 'inteligência artificial' por 'superinteligência'.
- A declaração chamou a expressão de nome ruim e impreciso, e o presidente destacou a palavra 'proibir' em caixa alta.
- O anúncio de proibição em 'todos os documentos relevantes' e 'tudo mais' deixou a comunidade política e a imprensa sem saber o alcance real.
- Não há instrumento legal, prazo ou órgão definido, então a medida ainda existe apenas como promessa nas redes.
- O destino dependerá de uma norma formal; até lá, o debate fica suspenso entre o gesto simbólico e uma possível mudança concreta.
Num gesto que mistura provocação e ambição de dar nome às coisas, o presidente Donald Trump anunciou pelas redes sociais que o governo norte-americano deixará de usar a expressão 'inteligência artificial' em documentos oficiais e, segundo suas palavras, em qualquer outro contexto. A cobrança partiu de uma pergunta dirigida ao Wall Street Journal, que ele quis ver adotando 'superinteligência' no lugar. Como tantas disputas sobre palavras, ela revela menos sobre a tecnologia em si do que sobre a força que se atribui à linguagem para moldar a forma como uma sociedade compreende o que cria.
Na postagem publicada no Truth Social, o presidente Donald Trump anunciou que o governo vai proibir o uso do termo "inteligência artificial" em documentos e em qualquer outro contexto. A declaração, divulgada pela Reuters e republicada pelo UOL em 27 de outubro de 2026, nasceu de uma cobrança direcionada ao Wall Street Journal.
Trump perguntou ao jornal quando passaria a chamar a IA de SI, a sigla de superinteligência, que, segundo ele, "praticamente todo mundo" já usa ou passará a usar. Na mesma frase, classificou a expressão original como um nome muito ruim e impreciso. Depois, anunciou que o governo vai "proibir oficialmente" o termo em todos os documentos relevantes.
A postagem, porém, não traz nenhum detalhe prático. Não se sabe qual instrumento seria usado, se uma ordem executiva ou uma norma administrativa, nem prazo, órgãos atingidos ou o que significaria proibir uma expressão fora da administração pública. Também não está claro se a medida alcançaria apenas o governo federal ou se pretende influenciar a imprensa e o setor privado.
Por ora, existe apenas a preferência pública do presidente e a promessa de abandonar a expressão. Vale acompanhar se ela se converte em norma formal, com texto, prazo e alcance definidos, ou se permanece como manifestação nas redes sociais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em uma postagem na rede Truth Social que o governo vai proibir o uso do termo "inteligência artificial", tanto em documentos quanto em qualquer outro contexto. A declaração, divulgada pela Reuters e republicada pelo UOL em 27 de outubro de 2026, surgiu a partir de uma cobrança dirigida a um jornal específico.
O alvo da provocação foi o Wall Street Journal. Trump perguntou quando o veículo passaria a chamar a inteligência artificial, a IA, de SI, sigla de superinteligência. Segundo ele, esse é o nome que "praticamente todo mundo" está usando ou passará a usar em breve. Na mesma frase, o presidente classificou a expressão "inteligência artificial" como um nome muito ruim e impreciso.
Depois da pergunta, veio o anúncio. Trump escreveu que, em breve, o governo vai "proibir oficialmente" o termo IA, ou inteligência artificial, em todos os documentos relevantes e em tudo mais. O motivo apresentado foi a imprecisão da expressão. O texto original do presidente destacou a palavra "proibir" em letras maiúsculas.
O que a postagem não traz é qualquer detalhe prático. Não há indicação de qual instrumento seria usado para a proibição, seja uma ordem executiva, uma norma administrativa ou outro tipo de diretriz. Também não foram informados prazo, órgãos atingidos ou o que significaria, na prática, proibir uma expressão em "qualquer outro contexto", fora dos documentos oficiais.
Também não está claro se a medida alcançaria apenas a comunicação do governo federal ou se pretende, de algum modo, influenciar a linguagem usada pela imprensa e pelo setor privado. A cobrança feita ao Wall Street Journal sugere um interesse na terminologia adotada fora da administração, mas a postagem não esclarece esse ponto.
Por ora, o que existe é a declaração pública do presidente: uma preferência explícita por "superinteligência" e a promessa de abandonar oficialmente a expressão "inteligência artificial". Vale acompanhar se a promessa se converte em norma formal, com texto, prazo e alcance definidos, ou se permanece como uma manifestação nas redes sociais.
Citazioni salienti
Em breve, vamos proibir oficialmente o termo IA/Inteligência Artificial em todos os documentos relevantes e em tudo mais, devido à sua imprecisão.— Donald Trump, no Truth Social