Três dias antes de protocolar sua recuperação judicial, o Grupo Casas Bahia demitiu cerca de três mil trabalhadores e fechou mais de 290 lojas — e então incluiu esses mesmos funcionários na fila de credores do processo. O gesto revela uma tensão antiga entre o direito empresarial de se reorganizar e o direito humano de receber o que foi ganho com trabalho. Enquanto a Justiça do Trabalho tenta reequilibrar essa balança, milhares de famílias aguardam, sem rescisão e sem acesso ao FGTS ou ao seguro-desemprego, o desfecho de uma disputa que vai muito além dos números.
Três mil demitidos das Casas Bahia aguardam rescisão em fila após recuperação judicial
Aproximadamente 3 mil trabalhadores foram demitidos sem receber rescisão, ficando sem acesso a benefícios como FGTS e seguro-desemprego durante processo de recuperação judicial.