Três crianças morrem nos EUA em desafio viral com anti-histamínico

Três crianças morreram em Connecticut após participarem do desafio viral de overdose de anti-histamínico, com idades e cidades não divulgadas pelas autoridades.
Três crianças morreram em Connecticut nos últimos dois meses
Óbitos confirmados por overdose de difenidramina durante ressurgimento de tendência viral nas redes sociais.

Em Connecticut, três crianças perderam a vida nos últimos dois meses após ingerirem doses tóxicas de difenidramina, o anti-histamínico comum vendido como Benadryl, em um desafio viral que circula nas redes sociais desde 2020. O chamado 'Desafio do Benadryl' incentiva jovens a consumir até 24 comprimidos para provocar alucinações filmáveis — o dobro da dose máxima recomendada para adultos. Esses óbitos nos lembram que a fronteira entre o medicamento cotidiano e o veneno é, muitas vezes, apenas uma questão de quantidade e de quem decide tomá-lo.

  • Três crianças morreram em Connecticut em dois meses por overdose de um anti-histamínico vendido livremente em qualquer farmácia.
  • O 'Desafio do Benadryl' ressurge em ondas periódicas nas redes sociais, encontrando sempre novos participantes dispostos a gravar alucinações induzidas por superdosagem.
  • A dose do desafio é o dobro do máximo recomendado para adultos e pode causar agitação extrema, parada cardíaca e morte — efeitos opostos à sedação esperada.
  • Autoridades estaduais confirmaram os óbitos, mas não divulgaram idades nem cidades, e não confirmaram oficialmente o vínculo direto com o desafio.
  • Médicos e autoridades de saúde pedem que famílias guardem medicamentos em locais seguros, reconhecendo que a tendência não desapareceu — apenas dorme entre uma onda e outra.

Três crianças morreram em Connecticut nos últimos dois meses por overdose de difenidramina, o anti-histamínico vendido como Benadryl. O Office of the Child Advocate confirmou os óbitos sem revelar as idades das vítimas ou as cidades onde viviam, e sem confirmar oficialmente se as mortes ocorreram durante a participação ativa no desafio viral.

Desde 2020, o 'Desafio do Benadryl' ressurge periodicamente na internet incentivando crianças a ingerir até 24 comprimidos em 24 horas para provocar alucinações que depois são gravadas e compartilhadas. Essa quantidade é o dobro da dose máxima diária recomendada para adultos. Médicos alertam que a superdosagem não produz apenas sedação — ela desencadeia agitação extrema, aceleração dos batimentos cardíacos e, nos casos mais graves, parada cardíaca e morte.

Krishnan Narasimhan, chefe de medicina de família do Stamford Hospital, explicou que a difenidramina atravessa a barreira hematoencefálica com facilidade, amplificando seus efeitos no sistema nervoso. O medicamento, historicamente usado para alergias, é vendido sem receita em farmácias e lojas de conveniência — acessível a qualquer pessoa, incluindo adolescentes.

Autoridades de saúde reconhecem que o desafio não desapareceu: ele apenas dorme, retornando em ondas ocasionais. Médicos agora recomendam que famílias guardem todos os medicamentos fora do alcance de crianças e jovens. A pergunta que fica é se a exposição dessas três mortes servirá como aviso real ou se a tendência continuará encontrando novos participantes em outras cidades e estados.

Três crianças morreram em Connecticut nos últimos dois meses. A causa: overdose de difenidramina, o anti-histamínico vendido como Benadryl. O Office of the Child Advocate, agência estadual responsável pela proteção da infância, confirmou os óbitos, mas não divulgou as idades das vítimas nem as cidades onde viviam. Também não confirmou oficialmente se as mortes ocorreram durante a participação ativa no desafio que circula há anos nas redes sociais.

Desde 2020, uma tendência chamada "Desafio do Benadryl" ressurge periodicamente na internet, incentivando crianças a ingerir até 24 comprimidos em 24 horas. O objetivo é provocar alucinações que depois são gravadas e compartilhadas online. A quantidade é o dobro da dose máxima diária recomendada para adultos. Médicos alertam que essa ingestão massiva pode comprometer a respiração a ponto de induzir coma, além de desencadear uma cascata de efeitos tóxicos no corpo.

A difenidramina é um medicamento antigo, historicamente usado para tratar alergias. Mas a medicina moderna tem se afastado dele. Krishnan Narasimhan, chefe de medicina de família do Stamford Hospital, explicou em entrevista à rede ABC que o fármaco atravessa a barreira hematoencefálica com facilidade. "Tem muitos efeitos colaterais", disse. "Uma das coisas mais comuns é que a pessoa fica muito sedada." Mas a superdosagem produz o oposto: agitação extrema, aceleração dos batimentos cardíacos, complicações cardíacas e, em casos graves, parada cardíaca.

Nos Estados Unidos e em vários outros países, a difenidramina é vendida sem receita médica em farmácias e lojas de conveniência. Está ao alcance de qualquer pessoa que entre em uma loja. O princípio ativo funciona aliviando temporariamente sintomas como coriza e espirros causados por alergias ou resfriado comum — um uso legítimo e seguro em doses apropriadas. Mas a acessibilidade do medicamento, combinada com a viralidade do desafio nas redes sociais, criou uma situação de risco.

Médicos agora aconselham as famílias a guardar todos os medicamentos em locais seguros, longe do alcance de crianças e adolescentes. As autoridades de saúde sabem que o "Desafio do Benadryl" não desapareceu — ele apenas dorme, ressurgindo em ondas ocasionais. Cada onda traz consigo o risco de mais mortes. Três crianças em Connecticut já pagaram esse preço. A questão agora é se a exposição desses casos vai servir como aviso ou se a tendência continuará circulando, encontrando novos participantes em outras cidades e estados.

Tem muitos efeitos colaterais. Atravessa a barreira hematoencefálica. Uma das coisas mais comuns é que a pessoa fica muito sedada.
— Krishnan Narasimhan, chefe de medicina de família do Stamford Hospital
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que uma droga tão comum, vendida em qualquer farmácia, se tornou o centro de um desafio mortal?

Model

Porque é acessível, barata e produz um efeito alucinógeno previsível em doses altas. Para uma criança ou adolescente procurando conteúdo viral, é uma combinação perigosa.

Inventor

As autoridades sabem quem são essas três crianças?

Model

Não divulgaram. Nem as idades, nem as cidades. Há uma certa opacidade aqui que protege as famílias, mas também torna difícil entender o padrão — se eram amigos, se estavam em contato, se foi coincidência.

Inventor

O medicamento em si é perigoso ou é apenas a dose?

Model

Em doses normais, é seguro e útil. Mas a difenidramina atravessa a barreira hematoencefálica facilmente. Tomar 24 comprimidos é basicamente envenenar o corpo. O coração não aguenta.

Inventor

Isso é novo? Esse desafio começou em 2020?

Model

Começou em 2020, mas ressurge em ondas. Desaparece por um tempo, depois volta. É como um vírus que nunca morre completamente.

Inventor

O que os pais deveriam fazer?

Model

Guardar medicamentos em locais seguros. Conversar com os filhos sobre os riscos. Mas também há um problema maior: a cultura das redes sociais que recompensa comportamentos perigosos com visualizações e compartilhamentos.

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