Em Mato Grosso do Sul, a Justiça Eleitoral dá início a uma das etapas mais silenciosas e essenciais da democracia: a preparação das urnas que receberão a voz de milhares de cidadãos em outubro de 2026. O TRE-MS produz cerca de 18 mil dispositivos de armazenamento que carregarão candidatos, eleitores e sistemas para mais de 7,2 mil seções eleitorais — um trabalho técnico que transforma dados em possibilidade de escolha. É no intervalo entre o fim das candidaturas e o início da votação que a confiança institucional se constrói, dispositivo por dispositivo, urna por urna.
TRE-MS gera 18 mil mídias para preparação de urnas nas Eleições 2026
A urna grava continuamente e espelha em dispositivo externo
Por que gerar 18 mil mídias diferentes? Não seria mais simples usar uma única mídia para todas as urnas?
Cada seção eleitoral tem seus próprios eleitores e candidatos. A mídia precisa carregar exatamente os dados daquela seção — se você colocar os dados errados em uma urna, o voto fica comprometido.
Mas como sabemos que essas 18 mil mídias foram geradas corretamente? Há auditoria independente ou apenas interna?
O TRE-MS menciona que realiza auditorias e conferências dos equipamentos durante a preparação. Mas a reportagem não detalha quem faz essas auditorias ou se há observadores externos.
E se uma mídia for perdida ou danificada antes de chegar à urna?
Cada mídia é lacrada junto com a urna. Se houver dano, teoricamente seria detectado antes da votação.
Teoricamente. Mas a reportagem não explica o protocolo se uma mídia chegar danificada no dia da eleição.
Quanto tempo leva para preparar uma urna individual?
A reportagem não especifica. Apenas diz que o trabalho de carga e lacração ocorre entre 20 e 30 de setembro para 7.106 urnas.
Isso significa que em dez dias, mais de 700 urnas por dia precisam ser preparadas. É viável?
Presumivelmente sim, já que o TRE-MS tem estrutura para isso. Mas novamente, não há detalhes sobre quantas pessoas trabalham nesse processo.
E as cores das mídias — elas realmente importam para a segurança ou é apenas organização visual?
Arante disse que as cores estão ligadas ao modelo e ano da urna, além das funções diferentes. Parece ser mais sobre rastreabilidade do que segurança.
Rastreabilidade é segurança. Se você consegue identificar qual mídia vai para qual urna, consegue auditar o processo. Mas a reportagem não explica como essa rastreabilidade é mantida.
El Pulso
- Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, o TRE-MS tem uma janela estreita — de 17 a 21 de setembro — para gerar 18 mil mídias sem margem para falhas.
- Cada dispositivo carrega uma função específica no ciclo eleitoral: carga de dados, testes, registro de logs em tempo real e armazenamento dos resultados finais, identificados por cores distintas.
- A complexidade vai além de um simples pendrive: a urna espelha continuamente seus registros internos em mídia externa, documentando cada evento desde a abertura até o último voto habilitado.
- Entre 20 e 30 de setembro, as 7.106 urnas do Estado serão carregadas, testadas, auditadas e lacradas antes de seguirem para as zonas eleitorais — capital e interior em cronogramas distintos.
- Uma dúvida recorrente dos eleitores foi esclarecida: a urna não se fecha automaticamente às 17h — o encerramento é manual e só ocorre após todos que estavam na fila receberem senha e votarem.
Em Mato Grosso do Sul, a Justiça Eleitoral dá início a uma das etapas mais silenciosas e essenciais da democracia: a preparação das urnas que receberão a voz de milhares de cidadãos em outubro de 2026. O TRE-MS produz cerca de 18 mil dispositivos de armazenamento que carregarão candidatos, eleitores e sistemas para mais de 7,2 mil seções eleitorais — um trabalho técnico que transforma dados em possibilidade de escolha. É no intervalo entre o fim das candidaturas e o início da votação que a confiança institucional se constrói, dispositivo por dispositivo, urna por urna.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul iniciou nesta quinta-feira a geração de aproximadamente 18 mil dispositivos de armazenamento que alimentarão as urnas eletrônicas nas Eleições 2026. O trabalho, conduzido de forma centralizada na sede do TRE-MS, deve se estender até o início da próxima semana e representa uma das últimas etapas antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Cada mídia será destinada a uma das mais de 7,2 mil seções eleitorais do Estado, carregando informações específicas de candidatos e eleitores daquela seção.
O juiz Carlos Alberto Garcete, responsável pelo processo, explicou em cerimônia pública que a geração das mídias só foi possível após a conclusão da análise de todos os registros de candidatura. O procedimento é mais sofisticado do que uma simples transferência de arquivos: primeiro é criada uma mídia de carga com os dados de cada conjunto de seções; a partir dela, cada urna recebe suas informações específicas. Outros dispositivos entram em cena para testes e para registrar eventos durante toda a jornada eleitoral.
O coordenador de eleições Diogo Arante detalhou que algumas mídias permanecem conectadas à urna durante toda a votação, espelhando em tempo real os registros internos do equipamento — desde quando é ligado até cada eleitor habilitado. Ao final, os resultados são gravados em uma mídia específica, encaminhada aos pontos de transmissão ou à junta eleitoral. As cores diferentes dos dispositivos facilitam a identificação visual, indicando modelo, ano de fabricação e função de cada mídia.
Após a geração, começa a preparação física das 7.106 urnas: carga de dados, testes, auditorias e lacração. Na capital, o processo ocorre entre 20 e 25 de setembro; no interior, até 30 de setembro. A diretora-geral Tatiana Quevedo aproveitou para esclarecer uma dúvida comum: a urna não bloqueia votos automaticamente às 17h. O encerramento é feito pelo mesário somente após todos os eleitores que estavam na fila receberem senha e votarem.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul começou nesta quinta-feira a produzir aproximadamente 18 mil dispositivos de armazenamento que carregarão os dados necessários para o funcionamento das urnas eletrônicas nas Eleições 2026. O trabalho, que prosseguirá até o fim de semana ou início da próxima semana, representa uma das etapas finais antes do primeiro turno marcado para 4 de outubro. Esses dispositivos serão distribuídos para mais de 7,2 mil seções eleitorais espalhadas pelo Estado, cada uma recebendo as informações específicas de seus candidatos e eleitores.
Carlos Alberto Garcete, juiz responsável pela geração das mídias, explicou em cerimônia pública no tribunal que este é o momento em que a Justiça Eleitoral insere nos dispositivos os dados dos candidatos cujas inscrições foram finalizadas e dos eleitores registrados. O processo começou após a conclusão da análise de todos os registros de candidatura. O trabalho ocorre de forma centralizada no prédio do TRE-MS, garantindo que cada mídia receba as informações corretas antes de ser enviada para sua respectiva urna.
O procedimento é mais complexo do que simplesmente transferir dados para um pendrive. Antes da preparação final, é criada a chamada mídia de carga, que contém as informações necessárias para cada conjunto de seções eleitorais. A partir dessa mídia, cada urna recebe os dados correspondentes à sua seção específica, incluindo a lista de eleitores, candidatos e sistemas da Justiça Eleitoral. Após essa etapa inicial, outros dispositivos são utilizados para testes e para armazenar informações durante todo o processo eleitoral.
Segundo Diogo Arante, coordenador de eleições do TRE-MS, as mídias possuem funções distintas e algumas permanecem conectadas à urna durante todo o período de votação. Ele descreveu o funcionamento: a urna grava continuamente seus registros internamente e espelha essas informações em um dispositivo externo. Cada evento é documentado — desde quando a urna é ligada ou desligada até cada eleitor que é habilitado — e todos esses logs ficam armazenados tanto internamente quanto na mídia externa. Ao final da votação, os resultados são registrados em uma mídia específica de resultados, que é retirada da urna e encaminhada para os pontos de transmissão ou para a junta eleitoral. Uma outra mídia funciona como cópia de segurança de todos os registros acumulados durante o funcionamento do equipamento.
As cores diferentes dos dispositivos também servem a um propósito prático: identificação visual. Conforme explicou Arante, as cores estão relacionadas principalmente ao modelo e ao ano de fabricação das urnas, além das diferentes funções que cada mídia desempenha no sistema. Depois que as mídias são geradas, começa a etapa de preparação física das 7.106 urnas do Estado. Cada uma recebe seus dados, passa por testes de funcionamento e é lacrada para posterior envio às zonas eleitorais.
Na capital, essa preparação ocorrerá entre 20 e 25 de setembro, seguindo o cronograma de cada zona eleitoral. No interior do Estado, a carga de dados e a lacração das urnas acontecerão entre 21 e 30 de setembro. Durante esses procedimentos, o TRE-MS também realiza auditorias e conferências dos equipamentos para garantir que tudo funcione corretamente. As urnas ficarão então preparadas tanto para o primeiro turno quanto, se necessário, para um eventual segundo turno.
Uma questão frequente entre eleitores diz respeito ao que acontece com quem ainda está na fila quando chega a hora do encerramento da votação. Tatiana Quevedo, diretora-geral do TRE-MS, esclareceu que a urna não bloqueia automaticamente novos votos às 17h. O encerramento é feito manualmente pelo mesário, após todos os eleitores que estavam na fila receberem sua senha e votarem. Se há eleitores aguardando naquele horário, a senha é entregue a todos eles e cada um tem o direito de votar. O encerramento ocorre apenas quando não há mais eleitores na fila da seção. A orientação é que ao chegar ao local de votação, o eleitor se dirija diretamente à sua seção para evitar atrasos desnecessários.
Citas Notables
É o momento em que a Justiça Eleitoral insere nas mídias os dados dos candidatos que tiveram a inscrição definida e dos eleitores— Carlos Alberto Garcete, juiz responsável pela geração de mídias do TRE-MS
Se tem eleitor na fila naquele horário, entrega a senha para aqueles eleitores que estão na fila e todos aqueles têm o direito de votar— Tatiana Quevedo, diretora-geral do TRE-MS