TRE-DF emite zerésima do SISTOT antes da eleição de 2026

O sistema não recebeu nada ainda
Andrey Bernardes explicou o significado da zerésima, o relatório que comprova o estado zerado do SISTOT antes da votação.
Mark

Por que a zerésima é tão importante? Parece um procedimento burocrático.

Mimi

Não é burocracia — é transparência. A zerésima prova publicamente que o sistema começou do zero, sem nenhum voto pré-carregado. Qualquer pessoa pode ver o relatório.

Luke

Mas quem realmente verifica isso? Quantas pessoas têm acesso técnico para confirmar que o relatório é legítimo?

Mimi

É um bom ponto. O relatório é oficial, mas a verificação técnica real acontece através das auditorias das urnas no domingo.

Mark

E essas 23 urnas sorteadas — elas representam bem o universo de urnas do DF?

Mimi

O sorteio é público, feito na presença de partidos e observadores. Mas 23 urnas é uma amostra pequena do total.

Luke

Exatamente. O relatório diz que 20 urnas passam por teste de integridade e 3 por teste de autenticidade, mas não especifica quantas urnas existem no DF no total.

Mimi

É verdade. O que sabemos é que o processo é contínuo — começou em setembro com a lacração dos softwares e continua até o domingo com as auditorias.

Mark

E se algo der errado no domingo? Se uma urna não passar no teste?

Mimi

Aí teríamos um problema sério. Mas o ponto é que o sistema foi preparado para detectar problemas, não para escondê-los.

Luke

A transmissão ao vivo pelo YouTube é real transparência ou é mais para parecer transparente?

Mimi

A transmissão ao vivo significa que qualquer pessoa pode assistir. Não é perfeito, mas é mais do que muitos países fazem.

Mark

Então amanhã é o teste real.

Mimi

Sim. A zerésima é só o começo.

  • A legitimidade de uma eleição começa antes do primeiro voto: o TRE-DF emitiu a zerésima do SISTOT para provar publicamente que o sistema de totalização estava vazio ao iniciar o pleito de 2026.
  • O procedimento não é isolado — integra uma cadeia de auditoria que começou em 4 de setembro com a lacração dos softwares eleitorais pelo TSE, passando pelo carregamento das urnas e montagem das seções.
  • O acesso ao SISTOT é controlado por usuário e senha, e o sistema só começa a receber dados criptografados das urnas a partir das 17h do domingo, quando a votação encerra.
  • Na mesma tarde, 23 urnas do DF foram sorteadas para auditoria: 20 passarão por votação simulada ao vivo com cédulas físicas, e 3 terão sua assinatura digital e lacres verificados diretamente nos locais de votação.
  • Todo o processo de auditoria das urnas será transmitido ao vivo pelo YouTube do TRE-DF e da TV Câmara Distrital, colocando a fiscalização ao alcance de qualquer cidadão.

Na véspera de uma eleição, a confiança pública não nasce do acaso — ela é construída passo a passo, documento por documento. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal emitiu, na tarde de sábado, a zerésima do SISTOT, o sistema responsável por totalizar os votos do DF em 2026, comprovando formalmente que nenhum dado havia sido inserido antes do início da votação. O gesto integra uma cadeia de auditoria iniciada em setembro e culminará, no domingo, com a fiscalização ao vivo de 23 urnas eletrônicas — um esforço coletivo para tornar visível aquilo que a democracia exige que seja transparente.

Na tarde de sábado, 3 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal oficializou a emissão da zerésima do SISTOT — o Sistema de Gerenciamento da Totalização responsável por receber e somar todos os votos do DF. O documento público comprova uma premissa fundamental: que o sistema não continha nenhum registro antes de a votação começar. É o equivalente digital do que a urna eletrônica faz às 7 da manhã em cada seção eleitoral, imprimindo um relatório de zero votos antes do primeiro eleitor se aproximar.

O procedimento não surgiu isolado. Segundo Andrey Bernardes, secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-DF, a zerésima é mais um elo de uma cadeia de auditoria iniciada em 4 de setembro, quando o TSE lacrou oficialmente todos os softwares eleitorais. Desde então, foram geradas mídias de resultado, carregadas as urnas do DF e do exterior e montadas as seções eleitorais. O TSE emitiu sua própria zerésima ao meio-dia de sábado e, em seguida, autorizou os tribunais regionais a fazerem o mesmo. A partir das 17h do domingo, o SISTOT passará a receber os dados criptografados transmitidos pelas urnas e atualizará automaticamente as apurações exibidas no portal e aplicativo do TSE.

No mesmo dia, a Câmara Legislativa do DF sediou uma audiência pública da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, com magistrados, procuradores, partidos e observadores. Ali foram sorteadas 23 urnas para auditoria no domingo: 20 passarão pelo Teste de Integridade, com votação simulada ao vivo usando cédulas físicas digitadas por auditores, sob câmeras transmitidas pelo YouTube do TRE-DF e da TV Câmara Distrital. As outras três passarão pelo Teste de Autenticidade, com verificação técnica nos próprios locais de votação para confirmar assinaturas digitais e lacres dos programas autorizados pelo TSE. A transparência, neste caso, não é promessa — é procedimento.

Na tarde de sábado, 3 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal oficializou um procedimento que marca mais uma etapa na preparação para o pleito de 2026: a emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização, o SISTOT. O relatório é um documento público que comprova uma coisa simples e fundamental — que o computador responsável por receber e somar todos os votos do Distrito Federal não contém nenhum registro, nenhum dado, nenhum voto antes da votação começar.

Este procedimento não é isolado. Segundo Andrey Bernardes, secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-DF, a zerésima integra uma cadeia contínua de auditoria que começou em 4 de setembro, quando o Tribunal Superior Eleitoral lacrou oficialmente todos os softwares eleitorais usados na eleição. Desde então, a Justiça Eleitoral cumpriu uma série de etapas: gerou as mídias de resultado, carregou as urnas do DF e do exterior, montou as seções eleitorais. Agora, na véspera da votação, chegou o momento de preparar e zerar o sistema que receberá os resultados.

O SISTOT funciona de forma descentralizada. O sistema totalizador fica dentro da estrutura do TSE, mas cada tribunal regional tem seu próprio acesso. Enquanto o TSE cuida da eleição para presidente, os TREs gerenciam seus totalizadores para os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado distrital. Quando a zerésima é impressa, ela mostra publicamente que o sistema não recebeu nada ainda. O TSE emitiu sua própria zerésima por volta do meio-dia de sábado e, em seguida, autorizou os Tribunais Regionais a fazerem o mesmo. O acesso ao sistema é controlado por usuário e senha, e ele só começará a receber dados das urnas a partir das 17h do domingo, 4 de outubro.

Bernardès explicou a importância do procedimento em termos claros: a zerésima demonstra e oferece transparência de que o sistema não recebeu nenhum voto. É o mesmo que a urna eletrônica faz na seção eleitoral às 7 da manhã, antes do primeiro eleitor votar — ela imprime um relatório comprovando que tem zero votos armazenados. No domingo, a dinâmica será totalmente integrada. Às 8 da manhã, os eleitores começam a votar. Às 17h, a votação encerra, a urna grava o resultado na mídia de resultado, que é transmitida diretamente dos locais de votação para o TSE. A partir desse horário, o SISTOT passa a receber esses dados criptografados e atualiza automaticamente as porcentagens e apurações exibidas no portal e aplicativo de resultados do TSE.

No mesmo dia em que a zerésima foi emitida, a Justiça Eleitoral concluiu outras etapas cruciais de fiscalização no DF. A Câmara Legislativa sediou uma audiência pública promovida pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, com a presença de magistrados, procuradores, partidos políticos e observadores. Na ocasião, foram definidas e sorteadas 23 urnas eletrônicas do DF que serão auditadas no domingo. Vinte delas passarão pelo Teste de Integridade: foram recolhidas de suas seções originais e substituídas por urnas de contingência. No domingo, essas máquinas passarão por uma votação simulada ao vivo com cédulas físicas digitadas por auditores, sob monitoramento ininterrupto de câmeras transmitidas pelo YouTube do TRE-DF e da TV Câmara Distrital. As outras três urnas passarão pelo Teste de Autenticidade, uma checagem técnica e verificação de sistemas de TI diretamente nos locais de votação para comprovar a assinatura digital e os lacres dos programas autorizados pelo TSE.

A importância é demonstrar e dar transparência de que o sistema não recebeu nenhum voto
— Andrey Bernardes, secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-DF
Comprovamos o 'zero' inicial do sistema, da mesma forma que a urna eletrônica faz na seção eleitoral às 7h da manhã, antes do primeiro eleitor votar
— Andrey Bernardes
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur Correio Braziliense ↗
Nous contacter FAQ