Em Embu das Artes, São Paulo, a morte de uma mulher que poderia ter sido arquivada como suicídio revelou, pela geometria silenciosa de um projétil, a presença de outra mão no gatilho. A análise balística — com seus ângulos, profundidades e direções — transformou uma narrativa de desespero individual em uma acusação de feminicídio contra o marido, um policial militar. A prisão, realizada durante o próprio velório da vítima, é o sinal de que a ciência forense, quando aplicada com rigor, pode resistir até mesmo às versões construídas por quem detém autoridade e familiaridade com armas.
Trajetória de projétil fundamenta prisão de PM suspeito de feminicídio em SP
Uma mulher foi morta, suspeita de feminicídio cometido pelo marido policial militar.