Entre Ponta Grossa e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, o céu revelou na tarde de uma quinta-feira de outubro aquilo que a atmosfera reserva mesmo para regiões onde tais fenômenos são raros: um tornado landspout, funil suspenso entre o solo e as nuvens, formado não pela violência de uma supercélula, mas pelo estiramento silencioso de pequenos vórtices ascendentes. O Simepar confirmou a baixa intensidade e a curta duração do evento, sem feridos nem danos — um lembrete de que a natureza não precisa ser destrutiva para exigir atenção.
Tornado 'landspout' de baixa intensidade é registrado entre Ponta Grossa e Carambeí
Um funil que nasce do chão, não das nuvens
O que exatamente diferencia um landspout de um tornado comum?
A origem. Um tornado tradicional nasce dentro de uma supercélula, aquela nuvem gigante e organizada. Um landspout começa com pequenos redemoinhos no chão e cresce para cima. É quase o oposto.
Mas ambos são classificados na mesma escala Fujita?
Sim, o Simepar usa a Escala Fujita para os dois. A diferença é que landspouts raramente chegam aos níveis mais altos.
Por que esse em particular foi tão fraco?
O Simepar não detalhou as condições atmosféricas específicas daquele dia. Só disse que foi de fraca intensidade e curta duração.
Então não sabemos realmente por que foi fraco — só que foi.
Correto. Sabemos o que aconteceu, não necessariamente por quê.
E isso é comum na região?
Não há informação no relatório sobre frequência de landspouts no Paraná.
Então este é um evento isolado documentado, não um padrão.
Exatamente. Um fenômeno registrado, mas sem contexto histórico fornecido.
El Pulso
- Uma nuvem em formato de funil surgiu ao meio-dia entre dois municípios paranaenses, provocando susto imediato entre moradores que não esperavam tal visão no céu dos Campos Gerais.
- Diferente dos tornados tradicionais, o landspout nasce de baixo para cima — pequenos vórtices junto ao solo que se esticam até alcançar as nuvens, sem a estrutura poderosa de uma supercélula por trás.
- Apesar de geralmente menos destrutivos, landspouts podem atingir F2 na Escala Fujita, com ventos entre 180 e 253 km/h — intensidade suficiente para causar danos consideráveis.
- O Simepar monitorou o evento e o classificou na faixa inferior da escala: fraca intensidade, curta duração, nenhuma estrutura danificada e nenhuma pessoa ferida.
Entre Ponta Grossa e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, o céu revelou na tarde de uma quinta-feira de outubro aquilo que a atmosfera reserva mesmo para regiões onde tais fenômenos são raros: um tornado landspout, funil suspenso entre o solo e as nuvens, formado não pela violência de uma supercélula, mas pelo estiramento silencioso de pequenos vórtices ascendentes. O Simepar confirmou a baixa intensidade e a curta duração do evento, sem feridos nem danos — um lembrete de que a natureza não precisa ser destrutiva para exigir atenção.
Na manhã de 1º de outubro, por volta do meio-dia, moradores de Ponta Grossa e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, avistaram uma nuvem em formato de funil suspensa entre o solo e o céu. O fenômeno assustou, mas não destruiu: nenhum ferido, nenhum dano material. O Simepar identificou o evento como um tornado landspout de fraca intensidade e curta duração.
Ao contrário dos tornados convencionais, o landspout não nasce de uma supercélula — aquela estrutura de nuvem poderosa e organizada. Ele se forma a partir de pequenos vórtices de ar próximos ao solo, que são esticados verticalmente até alcançar as nuvens. É um processo que começa de baixo para cima, invertendo o padrão mais conhecido.
Embora geralmente menos destrutivos, alguns landspouts podem chegar à classificação F2 na Escala Fujita — ventos entre 180 e 253 km/h. A escala usada pelo Simepar vai de F0, com danos leves, até F5, com destruição extrema. O evento paranaense ficou bem abaixo desse patamar, confirmando sua baixa periculosidade.
O funil passou, o céu voltou ao normal, e o episódio ficou como lembrança de que a atmosfera, mesmo em regiões onde tornados são raros, guarda fenômenos que merecem respeito e monitoramento contínuo.
Na quinta-feira, dia 1º de outubro, uma nuvem em formato de funil apareceu no céu entre Ponta Grossa e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, por volta do meio-dia. O fenômeno assustou moradores das duas cidades, mas não deixou feridos nem registrou danos materiais. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) identificou o evento como um tornado landspout de fraca intensidade e curta duração.
Este tipo de tornado funciona de forma distinta dos redemoinhos mais conhecidos. Um landspout não emerge de uma supercélula — aquela estrutura de nuvem potente e organizada que alimenta os tornados tradicionais. Em vez disso, ele nasce de pequenos vórtices de ar que se formam próximo ao solo e são esticados verticalmente até alcançarem as nuvens acima. É um processo que começa de baixo para cima, diferente do padrão convencional.
Por essa razão, tornados landspout costumam ser menos destrutivos que seus primos mais intensos. Ainda assim, alguns exemplares dessa categoria podem atingir a classificação F2 na Escala Fujita, o sistema oficial usado pelo Simepar para medir a força dos tornados no Brasil. A escala vai de F0 a F5, sendo F0 o mais fraco, com ventos entre 65 e 116 quilômetros por hora e danos leves, até F5, o mais severo, com ventos acima de 418 quilômetros por hora e destruição extrema. Um F2 situa-se no meio dessa progressão, com ventos entre 180 e 253 quilômetros por hora.
O evento registrado entre Ponta Grossa e Carambeí ficou na faixa inferior dessa escala, confirmando sua baixa intensidade. Nenhuma estrutura foi danificada, nenhuma pessoa sofreu ferimentos. O fenômeno passou e deixou apenas a lembrança de um funil suspenso no ar — um lembrete de que a atmosfera, mesmo em regiões onde tornados não são frequentes, guarda surpresas e movimentos que merecem respeito e monitoramento atento.
Citas Notables
Esse tipo de tornado não está associado a uma supercélula e costuma se formar a partir de pequenos redemoinhos de ar próximos à superfície, sendo geralmente menos destrutivo que os tornados tradicionais— Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná)