No coração de São Paulo, onde a fé corintiana é quase litúrgica, o domingo de 20 de setembro trouxe a sexta derrota consecutiva no Brasileirão — desta vez por 3 a 1 diante do Fluminense. A torcida, que já havia digerido a eliminação da Libertadores dias antes, respondeu com um protesto organizado e pacífico: costas viradas na entrada dos jogadores, cobranças entoadas ao apito final. É o momento em que uma crise esportiva começa a revelar suas camadas mais profundas — de identidade, de pertencimento e de exigência coletiva.