Quando os instrumentos do Estado envelhecem além de sua utilidade institucional, a administração pública os devolve à circulação — não pelo descarte, mas pelo mercado. Nesta quinta-feira, 24 de setembro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal abriu à sociedade treze lotes de equipamentos eletrônicos que serviram à Justiça e agora buscam nova serventia em outras mãos. O gesto é corriqueiro na gestão pública, mas carrega uma lógica silenciosa: nada que ainda tenha valor deve ser simplesmente abandonado.