No início dos anos 1990, o Brasil cruzou um limiar silencioso: os primeiros telefones celulares chegaram ao país carregados em malas, pesados como tijolos e caros como sonhos. Eram menos aparelhos de comunicação do que artefatos de uma promessa — a de que a voz humana poderia, enfim, libertar-se do fio. A primeira chamada celular realizada em solo brasileiro não foi apenas uma conversa; foi o instante em que uma nação inteira começou a reimaginar o que significa estar presente.