No encerramento de 2021, a Caoa Chery apresentou o Tiggo 7 Pro como resposta madura a um mercado de SUVs médios cada vez mais exigente. O modelo herda o motor 1.6 turbo do Tiggo 8 e um repertório tecnológico inédito para a linha, posicionando-se como alternativa de custo-benefício frente a rivais consolidados como o Jeep Compass. É o gesto de uma marca que reconhece o quanto o consumidor brasileiro amadureceu — e tenta crescer junto com ele.
Tiggo 7 Pro chega com motor turbo e tecnologia para rivalizar com Compass
Motor turbo muda completamente a experiência de dirigir
Por que a Caoa Chery decidiu colocar o motor do Tiggo 8 no Tiggo 7 Pro? Parecia uma escolha óbvia ou foi uma surpresa?
Não era óbvia. O Tiggo 7 anterior tinha um motor 1.5 de 150 cavalos que funcionava bem, mas a marca percebeu que precisava de mais agilidade para competir com o Compass. O 1.6 turbo do Tiggo 8 entrega 187 cavalos e muda completamente a experiência de dirigir — sai de 0 a 100 em 8,1 segundos.
E quanto aos equipamentos? Parece um pacote generoso, mas você mencionou que faltam coisas importantes.
Sim, é generoso em quantidade — câmera 360, ar digital com duas zonas, assistências de condução. Mas faltam itens que rivais oferecem: piloto automático adaptativo, alerta de colisão frontal, assistente de permanência em faixa. São coisas que o Compass tem.
O preço de R$ 179.990 é competitivo?
É agressivo. A Caoa Chery mantém esse preço promocional até meados de 2022, o que torna o Tiggo 7 Pro uma proposta interessante. Mas o Compass tem mais tecnologia de segurança ativa.
Como é dirigir esse carro? A dinâmica é boa?
Muito boa. A suspensão foi recalibrada, tem novas molas e amortecedores. A direção responde bem, o isolamento acústico é de qualidade. Não é um carro que rola muito nas curvas, mas também não é rígido demais. Prioriza conforto.
E o interior? Parece que a Caoa Chery copiou bastante do Tiggo 8.
Copiou mesmo, mas de forma inteligente. O acabamento é muito bom, os materiais são bem escolhidos, até os plásticos. Os bancos dianteiros são confortáveis. A única crítica é que a posição de dirigir é um pouco alta, mesmo para um SUV.
O porta-malas é realmente maior que o do Compass?
Sim, 475 litros contra 410 litros. É um detalhe que importa para quem precisa de espaço.
Il Polso
- A Caoa Chery precisava renovar o Tiggo 7 ou arriscar perder espaço para concorrentes que evoluíram mais rápido no segmento de SUVs médios.
- O salto do motor 1.5 de 150 cv para o 1.6 turbo de 187 cv transforma a proposta do carro: de razoável para genuinamente ágil, com 0 a 100 km/h em 8,1 segundos.
- A lista de série impressiona — câmera 360°, ar digital bizona, seis airbags e pacote de assistências —, mas a ausência de piloto automático adaptativo e alerta de colisão frontal deixa lacunas visíveis frente ao Compass.
- Com preço promocional de R$ 179.990 previsto até meados de 2022, o Tiggo 7 Pro tenta converter tecnologia e desempenho em argumento comercial concreto.
- O resultado é um SUV que avança com consistência, mas ainda carrega algumas omissões que impedem a vitória absoluta sobre os líderes do segmento.
No encerramento de 2021, a Caoa Chery apresentou o Tiggo 7 Pro como resposta madura a um mercado de SUVs médios cada vez mais exigente. O modelo herda o motor 1.6 turbo do Tiggo 8 e um repertório tecnológico inédito para a linha, posicionando-se como alternativa de custo-benefício frente a rivais consolidados como o Jeep Compass. É o gesto de uma marca que reconhece o quanto o consumidor brasileiro amadureceu — e tenta crescer junto com ele.
A Caoa Chery encerrou 2021 aposentando o Tiggo 7 TXS e lançando o Tiggo 7 Pro — uma renovação esperada que trouxe design mais refinado, motorização inédita para o modelo e um pacote tecnológico sem precedentes na linha. O SUV médio passa a disputar diretamente com o Jeep Compass, seu principal rival.
O carro chega em versão única por R$ 179.990, preço promocional previsto para durar até meados de 2022. O equipamento de série é generoso: seis airbags, câmera 360°, ar-condicionado digital com duas zonas, carregador por indução, rodas de 18 polegadas e um robusto pacote de assistências de condução — incluindo alerta de ponto cego, tráfego cruzado traseiro e presença de pedestres nas laterais. A principal ausência é o piloto automático adaptativo e o alerta de colisão frontal, itens já oferecidos por concorrentes diretos.
A grande virada está no motor: o antigo 1.5 de 150 cv cedeu lugar ao 1.6 turbo do Tiggo 8, com 187 cv e torque de 28 kgfm. O resultado prático é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos, com a transmissão de dupla embreagem de sete marchas bem calibrada para o conjunto. A única perda em relação ao antecessor é a ausência do motor bicombustível.
Na dinâmica, a recalibração da suspensão prioriza conforto sem abrir mão da estabilidade, e o isolamento acústico é um dos pontos altos do modelo. Visualmente, o Tiggo 7 Pro bebe na fonte do Tiggo 8: grade cromada, faróis full LED, linha de cintura ascendente com frisos cromados e lanternas traseiras interligadas por uma barra de LEDs que se destaca à noite.
O interior repete a linguagem do irmão maior, com acabamento cuidadoso, bancos dianteiros com regulagem elétrica e porta-malas de 475 litros — superior aos 410 litros do Compass. O espaço traseiro é generoso, embora haja apenas uma entrada USB para os passageiros. No balanço geral, o Tiggo 7 Pro se firma como alternativa competitiva para quem busca desempenho, tecnologia e bom custo-benefício no segmento.
A Caoa Chery encerrou 2021 com um movimento que havia sido esperado há tempos: a renovação do Tiggo 7. O novo Tiggo 7 Pro chega para aposentar a versão anterior, o TXS, trazendo consigo um design mais refinado, uma motorização completamente diferente e um conjunto de tecnologias que a marca nunca havia oferecido neste modelo. O SUV médio agora disputa espaço direto com rivais consolidados, especialmente o Jeep Compass.
O Tiggo 7 Pro está disponível em versão única e já está à venda nas concessionárias Caoa Chery pelo preço promocional de R$ 179.990, valor que deve ser mantido até meados de 2022, segundo Henrique Sampaio, gerente de marketing da empresa. A lista de equipamentos de série é generosa: seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, câmera com visão em 360 graus, ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura, direção elétrica, carregador de celular por indução, rodas de liga leve de 18 polegadas e freio de estacionamento elétrico. O pacote de assistências de condução também é robusto, incluindo alerta de colisão traseira, alerta de tráfego cruzado traseiro, alerta de presença de pedestres ou veículos nas laterais e sensor de pontos cegos.
Apesar dessa lista impressionante, o Tiggo 7 Pro deixa a desejar em alguns pontos. Não oferece piloto automático adaptativo, alerta de colisão frontal ou assistente de permanência em faixa — itens presentes em concorrentes diretos e até em modelos mais acessíveis de marcas rivais. A escolha mais acertada da Caoa Chery, porém, foi a motorização. O antigo motor 1.5 de 150 cavalos foi substituído pelo 1.6 turbo do Tiggo 8, que entrega 187 cavalos e torque máximo de 28 kgfm. O único ponto negativo é a ausência da tecnologia bicombustível, que estava presente no antecessor. Na prática, essa motorização impressiona pela agilidade: o Tiggo 7 Pro acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos e consegue sair dos 60 km/h para os 100 km/h em 4,6 segundos. A transmissão automatizada de dupla embreagem com sete marchas, também vinda do Tiggo 8, está bem afinada com o motor e utiliza uma manopla do tipo joystick para seleção de marchas.
A dinâmica do veículo reflete o trabalho de recalibração realizado pela engenharia da Caoa Chery. A direção oferece respostas prontas, e a suspensão, com novas molas e amortecedores, prioriza o conforto sem sacrificar a estabilidade nas curvas. O isolamento acústico é de qualidade, mantendo o ruído dentro da cabine em níveis muito baixos. Visualmente, o Tiggo 7 Pro não esconde sua inspiração no Tiggo 8. A frente incorpora a grade frontal com apliques cromados, presente também no Tiggo 3X e que será vista no futuro Tiggo 5X Pro. Os faróis trazem iluminação full LED, enquanto as laterais apresentam uma linha de cintura ascendente acompanhada por frisos cromados que vão até as colunas C, criando um efeito de teto flutuante. A traseira é destaque visual, com lanternas interligadas por uma barra de LEDs totalmente funcional que cria um belo efeito em ambientes com pouca luminosidade.
O interior segue a mesma linguagem do Tiggo 8, com acabamento de qualidade muito boa. Os materiais, inclusive os plásticos, são bem trabalhados, e os encaixes são precisos. O painel de instrumentos traz revestimento de couro, assim como os bancos. Os bancos dianteiros, com regulagens elétricas, são confortáveis e envolventes, embora a posição de dirigir seja um pouco alta, o que pode exigir tempo de adaptação de alguns motoristas. O espaço interno é generoso no banco de trás, mas há apenas uma entrada USB para os passageiros. O porta-malas oferece capacidade de 475 litros, superior aos 410 litros do Jeep Compass. Com essa renovação, o Tiggo 7 Pro se posiciona como uma alternativa competitiva no segmento de SUVs médios, especialmente para quem busca bom custo-benefício e tecnologia.
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O valor deve ser mantido até meados de 2022— Henrique Sampaio, gerente de marketing da Caoa Chery