Thiago Brennand condenado a 10 anos por estupro e filmagem de abusos

Vítima sofreu estupro repetido, ameaças de divulgação de vídeos íntimos, perseguição, transtornos alimentares, queda de cabelo e danos psicológicos graves, sendo forçada a se mudar e instalar proteção na residência.
Precisou se mudar e instalar uma porta blindada para se proteger
A vítima viveu em estado de cerco após o abuso, temendo invasão do agressor que não aceitava o fim do relacionamento.
Mark

Por que essa condenação é diferente das outras três?

Mimi

Porque ela documenta um padrão específico de controle através da tecnologia. Não era só a violência física — era a filmagem, a ameaça de exposição pública. Isso amplia o dano para além do momento do abuso.

Mark

A vítima demorou anos para denunciar. O que a fez finalmente procurar a polícia?

Mimi

Ela viu outras mulheres falando publicamente sobre o que ele tinha feito. Quando a história saiu na televisão, ela percebeu que não estava sozinha e que talvez pudesse ser acreditada. O medo da filha dela descobrir os vídeos tinha sido mais forte que o medo de não denunciar.

Mark

Qual é o peso de uma porta blindada nessa história?

Mimi

É o símbolo de como a perseguição a forçou a viver em estado de cerco. Não era só o trauma do abuso — era a necessidade de se proteger fisicamente de alguém que não aceitava que ela tivesse deixado de estar com ele.

Mark

Quantas mulheres sabemos que ele agrediu?

Mimi

Pelo menos quatro que chegaram à Justiça. Mas o padrão é claro: ele conhece mulheres, seduz, depois força. E quando elas tentam sair, ele não deixa.

Mark

O que acontece agora?

Mimi

Ele continua preso. A sentença pode ser contestada. E há outras condenações que também podem ser revistas. O sistema continua processando o que ele fez.

  • Durante três semanas, Brennand forçou a vítima a relações sexuais contra sua vontade e filmou os abusos, usando o material como ameaça para impedi-la de se afastar.
  • O terror de que os vídeos chegassem à sua filha de três anos manteve a mulher em silêncio por anos — ela só procurou a polícia quando as acusações contra o empresário vieram a público no programa Fantástico.
  • A vítima foi forçada a se mudar de casa e instalar uma porta blindada, enquanto desenvolvia transtornos alimentares, queda de cabelo e danos psicológicos que a afastaram de qualquer relacionamento afetivo.
  • A sentença reconhece formalmente a 'violência e grave ameaça' sofridas, mas ainda cabe recurso — e o processo tramita sob segredo de justiça, limitando a transparência pública do caso.
  • Esta é a quarta condenação de Brennand, que acumula três sentenças por estupro e uma por lesão corporal, permanecendo preso desde abril de 2023.

Há histórias que revelam, com clareza perturbadora, como o poder pode ser usado para silenciar e destruir. Em São Paulo, o empresário Thiago Brennand foi condenado pela quarta vez pela Justiça — a terceira por estupro —, desta vez a dez anos e meio de prisão por violências cometidas em 2016 contra uma mulher que conheceu pelas redes sociais. O caso expõe não apenas a brutalidade dos abusos repetidos, mas o uso deliberado da imagem como instrumento de controle, e o longo silêncio que o medo impõe às vítimas antes que a Justiça possa, enfim, ser alcançada.

Um empresário paulistano foi condenado na última segunda-feira a dez anos e meio de prisão por estuprar uma mulher em 2016, filmar os abusos e ameaçar divulgar os vídeos nas redes sociais. A sentença, proferida pela Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, descreve como Thiago Brennand conheceu a vítima pelo Instagram, iniciou um relacionamento e rapidamente passou a coagi-la a relações sexuais contra sua vontade — repetidamente, ao longo de três semanas, enquanto registrava tudo em vídeo para usar como instrumento de controle.

A mulher não denunciou na época. Tinha uma filha de apenas três anos e vivia sob o peso da ameaça de que aquelas imagens seriam expostas publicamente. Brennand não aceitava o fim do relacionamento e a perseguia. Ela precisou mudar de endereço e instalar uma porta blindada para se sentir minimamente segura. Só procurou as autoridades depois que as primeiras acusações contra o empresário vieram a público, divulgadas pelo Fantástico.

Os danos deixados foram extensos: transtornos alimentares, queda de cabelo, sequelas psíquicas e emocionais que a afastaram de qualquer possibilidade de novos relacionamentos. A Justiça reconheceu em sentença que ela foi submetida a violência e grave ameaça.

Esta é a quarta condenação de Brennand — a terceira por estupro. Ele já havia sido sentenciado por abusar de uma mulher norte-americana em Porto Feliz, por agredir uma mulher em uma academia e por estuprar uma massagista em sua residência. Preso desde abril de 2023, ele ainda pode recorrer da sentença mais recente. O processo tramita sob segredo de justiça, e sua defesa não se manifestou publicamente.

Um empresário de São Paulo foi condenado a dez anos e meio de prisão pela Justiça estadual na segunda-feira passada por estuprar uma mulher em 2016. O caso envolveu não apenas a violência sexual repetida, mas também a filmagem dos abusos e ameaças de divulgar o material nas redes sociais — uma camada adicional de controle e humilhação que marcou profundamente a vida da vítima nos anos seguintes.

Segundo a sentença da Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Thiago Brennand conheceu a mulher pelo Instagram e a convidou para sair. No começo, ela concordou em manter relações sexuais com ele. Mas logo percebeu que o comportamento dele era agressivo. O que começou como um encontro se transformou em um padrão de coerção que se estendeu por três semanas. Brennand a obrigava a ter relações sexuais contra sua vontade, repetidamente, enquanto registrava tudo em vídeo. Depois, usava aquele material como arma: dizia que divulgaria as imagens na internet se ela tentasse se afastar.

A vítima não denunciou na época. Tinha uma filha pequena, com apenas três anos, e o terror de que aquelas imagens chegassem até ela a mantinha em silêncio. Brennand não aceitava o fim do relacionamento e a perseguia. Ela precisou se mudar de casa e instalar uma porta blindada, medidas desesperadas para se proteger de uma invasão que temia que acontecesse. Só procurou a polícia depois que as primeiras acusações contra o empresário vieram à tona publicamente, divulgadas pelo programa Fantástico.

Os danos foram profundos e duradouros. A mulher desenvolveu transtornos alimentares, perdeu cabelo, sofreu danos psíquicos e emocionais que a afastaram de qualquer possibilidade de relacionamento com outros homens. A Justiça reconheceu em sua sentença que ela havia sido submetida a "violência e grave ameaça", forçada a manter relações sexuais contra sua vontade.

Esta é a quarta condenação de Brennand na Justiça e a terceira especificamente por estupro. Em outubro de 2023, ele foi condenado por estuprar uma mulher norte-americana em Porto Feliz, no interior de São Paulo — pena de dez anos que depois foi reduzida para oito anos e meio após recurso da defesa. Em novembro de 2023, recebeu sentença de um ano e oito meses em regime semiaberto por lesão corporal, após agredir uma mulher em uma academia em agosto de 2022. E em janeiro deste ano, foi condenado a oito anos de prisão por estuprar uma massagista em sua residência em Porto Feliz, em março de 2022.

Brenand está preso desde abril de 2023. A sentença desta semana ainda cabe recurso, o que significa que o processo não chegou ao fim. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo tramita sob segredo de justiça, limitando as informações públicas disponíveis. A defesa do empresário não se manifestou até o momento da publicação.

A vítima foi estuprada diversas vezes pelo empresário ao longo de três semanas, e Brennand ainda disse que divulgaria os vídeos que fez dos abusos sexuais contra ela.
— Acusação do Ministério Público
A Justiça considerou que as provas confirmam que a mulher sofreu violência e grave ameaça, sendo forçada a manter conjunção carnal com Brennand.
— Sentença da Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur Terra ↗
Nous contacter FAQ