No limiar de uma nova era para a mobilidade europeia, a Tesla aguarda uma votação que poderá, em outubro, abrir as estradas de 27 nações ao seu sistema de condução assistida FSD Supervised — tecnologia já autorizada em cinco países após extensos testes regulatórios. A questão não é apenas técnica: é filosófica, pois interroga até que ponto as sociedades estão dispostas a delegar o controlo humano a algoritmos, e a que preço. Entre dados promissores e metodologias contestadas, a Europa pesa a promessa da segurança automatizada contra a responsabilidade de quem conduz.