Nas encostas do Himalaia, onde a terra e o gelo coexistem em equilíbrio frágil, um tremor matinal de magnitude 4,4 foi suficiente para desencadear uma cadeia de eventos que transformou vales em zonas de luto. No Nepal e no Tibete, pelo menos 157 pessoas perderam a vida e 384 turistas permanecem desaparecidos após uma avalanche bloquear o rio Lhende Khola e sua ruptura subsequente inundar violentamente a região fronteiriça. A montanha, indiferente às fronteiras humanas, lembra mais uma vez que a natureza não distingue entre nações quando decide mover-se.
Terremoto no Nepal desencadeia enchente catastrófica; 157 mortos e 384 desaparecidos
Quando aquela barreira natural cedeu, a água desceu violentamente pelos vales
Como exatamente um terremoto de magnitude 4,4 causa uma inundação tão devastadora?
O terremoto não inunda diretamente. Ele sacudiu a montanha com força suficiente para deslocar uma quantidade enorme de rochas e gelo. Aquilo tudo desceu e bloqueou o rio como se alguém tivesse construído uma barragem de um dia para o outro.
E então a água simplesmente se acumula atrás desse bloqueio?
Exatamente. O rio continua fluindo, mas não consegue passar. A pressão aumenta, a água sobe, e quando aquele bloqueio de detritos finalmente cede — e ele vai ceder — tudo desce de uma vez. É como abrir uma comporta gigante.
Quantas pessoas estavam naquela região quando isso aconteceu?
Não sabemos ao certo. Pelo menos 384 turistas estão desaparecidos só no Nepal, e 157 pessoas morreram. O Tibete tem suas próprias vítimas, mas as autoridades chinesas não divulgaram números.
E por que as autoridades falam em risco de segunda inundação?
Porque o rio ainda está bloqueado. Os detritos não saíram completamente. A água continua se acumulando. Se aquilo ceder novamente, teremos outra onda descendo pela região.
Então as operações de resgate estão acontecendo enquanto o risco continua?
Sim. É uma corrida contra o tempo. Precisam encontrar as pessoas desaparecidas, ajudar os feridos, e ao mesmo tempo monitorar aquele bloqueio de detritos para tentar evitar ou se preparar para a próxima inundação.
Il Polso
- Um terremoto de magnitude 4,4 desencadeou uma avalanche que bloqueou completamente o rio Lhende Khola, criando uma barragem natural que acumulou pressão até romper de forma catastrófica.
- A onda de lama e água resultante devastou vales inteiros na fronteira Nepal-Tibete, matando pelo menos 157 pessoas e deixando 384 turistas desaparecidos em ambos os lados da fronteira.
- As autoridades nepalesas alertam que o perigo não passou: o rio Lhende Khola permanece obstruído por detritos, e uma segunda inundação pode ocorrer a qualquer momento.
- Operações de busca e resgate foram mobilizadas tanto pelo Nepal quanto pela China no Tibete, mas a ameaça contínua de novo colapso complica o trabalho das equipes em campo.
- Centenas de famílias aguardam notícias de desaparecidos enquanto comunidades já atingidas vivem sob a sombra de um possível segundo desastre.
Nas encostas do Himalaia, onde a terra e o gelo coexistem em equilíbrio frágil, um tremor matinal de magnitude 4,4 foi suficiente para desencadear uma cadeia de eventos que transformou vales em zonas de luto. No Nepal e no Tibete, pelo menos 157 pessoas perderam a vida e 384 turistas permanecem desaparecidos após uma avalanche bloquear o rio Lhende Khola e sua ruptura subsequente inundar violentamente a região fronteiriça. A montanha, indiferente às fronteiras humanas, lembra mais uma vez que a natureza não distingue entre nações quando decide mover-se.
Na manhã de 26 de agosto, às 8h37, um terremoto de magnitude 4,4 sacudiu o Nepal a apenas 10 quilômetros de profundidade — força suficiente para arrancar das encostas do Himalaia uma cascata de rochas e gelo. Aquela avalanche desceu pela montanha e bloqueou completamente o rio Lhende Khola, formando uma barragem natural tão improvável quanto perigosa.
A água represada acumulou pressão até que a barreira de detritos cedeu. A ruptura liberou uma onda violenta de lama e água que desceu pelos vales e alimentou o rio Bhote Koshi, na região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete. O impacto foi imediato: pelo menos 157 mortos e 384 turistas desaparecidos nos dois lados da fronteira.
O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, confirmou o encadeamento dos eventos à mídia local. O primeiro-ministro Balendra Shah acionou operações de busca, resgate e assistência médica. Do lado chinês, as autoridades tibetanas reconheceram vítimas e desaparecidos em seu território, sem divulgar números específicos.
O alerta mais sombrio, porém, veio depois: o rio Lhende Khola permanece obstruído. A barragem de detritos continua represando água, e as autoridades nepalesas advertem para o risco iminente de uma segunda inundação. As equipes de resgate trabalham sob a dupla pressão de encontrar sobreviventes e monitorar uma ameaça que ainda não se dissipou.
Um terremoto de magnitude 4,4 sacudiu o Nepal na manhã de quarta-feira, 26 de agosto, às 8h37, desencadeando uma sequência de eventos que transformou uma região montanhosa em zona de desastre. O tremor, registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos a uma profundidade de 10 quilômetros, foi o gatilho para uma avalanche de rochas e gelo nas encostas do Himalaia. Aquela cascata de detritos desceu pela montanha e bloqueou completamente o rio Lhende Khola, criando uma barragem natural improvável e perigosa.
O represamento funcionou como uma represa não planejada. A água do Lhende Khola, que flui através do Nepal e do Tibete chinês, acumulou-se atrás do bloqueio de detritos enquanto a pressão aumentava. Quando aquela barreira natural finalmente cedeu sob o peso da água represada, o resultado foi catastrófico. Uma onda de lama e água desceu violentamente pelos vales abaixo, alimentando diretamente o rio Bhote Koshi, que corre na região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete. O impacto foi imediato e devastador.
O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, confirmou o cenário à mídia local. Segundo seu relato, o terremoto matinal havia causado o deslizamento de terra que bloqueou o rio, resultando na inundação que se seguiu. Até o momento do comunicado, pelo menos 157 pessoas haviam morrido e 384 turistas permaneciam desaparecidos nas áreas afetadas do Nepal. Do lado chinês, as autoridades do Tibete não divulgaram números específicos, mas reconheceram haver muitas vítimas e desaparecidos em seu território também.
O primeiro-ministro local, Balendra Shah, acionou imediatamente operações de busca e resgate, além de mobilizar recursos de assistência médica para os sobreviventes. No Tibete, as autoridades chinesas também iniciaram operações de resgate e atendimento. Mas o perigo não havia passado. As autoridades nepalesas alertaram para a possibilidade iminente de uma segunda inundação, já que o rio Lhende Khola permanecia obstruído por detritos. Aquele bloqueio continuava represando água, criando o risco de novo colapso e nova onda devastadora descendo pela região.
O cenário deixava claro que a região enfrentaria dias críticos. As operações de resgate precisariam prosseguir enquanto a ameaça de uma segunda inundação pairava sobre as comunidades já atingidas. A combinação de terremoto, avalanche, represamento e inundação havia transformado uma região montanhosa em uma zona de crise humanitária, com centenas de pessoas ainda desaparecidas e a possibilidade de novos desastres à espreita.
Citazioni salienti
Um terremoto ocorreu às 8h37 da manhã de hoje e, devido a ele, um grande deslizamento de terra bloqueou o rio, o que parece ter causado a inundação— Shishir Khanal, ministro das Relações Exteriores do Nepal