Temporais persistem no Sul; calor e seca avançam no Sudeste e Centro-Oeste

Risco de alagamentos, enxurradas e elevação de rios na Região Sul pode afetar população e infraestrutura.
Rajadas acima de 70 km/h e granizo isolado podem provocar alagamentos e enxurradas
Descrição dos riscos meteorológicos que o Instituto Nacional de Meteorologia monitora na Região Sul.
Mark

Por que o Sul enfrenta temporais enquanto o resto do país queima de calor?

Mimi

É uma questão de frentes frias. Uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, combinada com ar quente e úmido vindo do Norte, cria as condições perfeitas para tempestades no Sul. Esse mesmo sistema afasta a chuva do resto do país.

Mark

E essa umidade entre 20 e 30 por cento no interior — é realmente perigosa?

Mimi

Muito. Quando a umidade fica nesse nível, o ar fica tão seco que aumenta o risco de incêndios, afeta a saúde respiratória e prejudica a agricultura. É um extremo oposto ao que o Sul enfrenta.

Mark

Quanto tempo isso vai durar?

Mimi

A frente fria avança pela quinta-feira. No Sul, o tempo fica mais firme, especialmente no oeste. Mas no Nordeste e no Centro-Oeste, o ar seco persiste — não é algo que mude rapidamente.

Mark

Os alagamentos no Sul são inevitáveis?

Mimi

O risco é real. O Instituto Nacional de Meteorologia mantém avisos de grande perigo para volumes elevados de chuva. Tudo depende de quanto cair e quão rápido. Rios já podem começar a subir.

Mark

E em São Paulo, como fica?

Mimi

São Paulo fica no meio do caminho. Quarta-feira é calor e sol, mas a frente fria já provoca chuva isolada no oeste. Na quinta, muda completamente — chuva, vento e queda de temperatura de quase dez graus.

  • Uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e uma frente fria em deslocamento mantêm o Sul do país sob ameaça concreta de alagamentos, enxurradas e elevação perigosa dos rios até quinta-feira.
  • O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu avisos de grande perigo para partes do Rio Grande do Sul e do sul de Santa Catarina, com rajadas de vento acima de 70 km/h e granizo isolado intensificando os riscos.
  • Enquanto o Sul se afoga, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste enfrentam o extremo oposto: calor próximo aos 35°C e umidade do ar entre 20 e 30%, níveis que representam risco à saúde e ao meio ambiente.
  • A frente fria avança para São Paulo na quinta-feira, derrubando temperaturas para cerca de 21°C no leste paulista e trazendo alívio parcial, mas o ar seco persiste no interior nordestino e em grande parte do Norte.
  • O padrão se consolida: o Brasil encerra julho partido ao meio entre o excesso de água e a seca do ar, sem que nenhuma das duas metades encontre equilíbrio antes do início de agosto.

No fim de julho de 2026, o Brasil se divide em dois mundos climáticos distintos: o Sul mergulha sob temporais, granizo e rios em alerta, enquanto o restante do país sufoca em calor intenso e umidade perigosamente baixa. É o encontro de forças opostas — uma frente fria em movimento e um ar quente que resiste — que revela, mais uma vez, a vastidão e a complexidade do território brasileiro. O risco não está apenas no excesso ou na falta de água, mas na velocidade com que a natureza cobra o desequilíbrio.

A quarta-feira chegou carregada de água para o Sul do Brasil. Uma área de baixa pressão estacionada sobre o Paraguai, combinada com uma frente fria em movimento e ar quente e úmido vindo do Norte, criou as condições para manter nuvens pesadas sobre toda a região. O risco era concreto: temporais, rajadas acima de 70 km/h, granizo e volumes elevados de chuva ameaçavam provocar alagamentos, enxurradas e elevação perigosa dos rios. O Inmet manteve avisos de grande perigo para partes do Rio Grande do Sul e do sul de Santa Catarina.

Em Santa Catarina, a quarta começou com chuva e risco de temporais no oeste e no sul, com as nuvens mais carregadas se espalhando pelo centro-leste e litoral ao longo da manhã. No Rio Grande do Sul, o oeste e a Campanha tiveram tempo mais firme, mas a chegada do ar frio reduziu as temperaturas à noite. Na quinta-feira, a chuva continuaria concentrada no oeste do Paraná e de Santa Catarina, enquanto Porto Alegre e Florianópolis não passariam dos 20°C.

O restante do país vivia o oposto. O fim de julho foi marcado por calor intenso e umidade perigosamente baixa no interior do Sudeste, do Centro-Oeste e do Nordeste. Em São Paulo, a quarta seria de sol e calor, com a capital chegando aos 30°C. A virada ocorreria na quinta-feira, quando a frente fria avançaria pelo estado, derrubando as máximas para cerca de 21°C no leste paulista. Antes disso, porém, a umidade poderia cair entre 20 e 30% no norte do estado e em partes de Minas Gerais.

No Nordeste, o ar seco dominava o interior, com Teresina podendo atingir 35°C. A chuva ficava restrita ao litoral, da Bahia à Paraíba, sem alcançar o sertão. Na Região Norte, as pancadas mais fortes se concentravam no Amazonas, em Roraima e no Amapá, enquanto Palmas oscilava entre 20°C de manhã e 37°C à tarde. O retrato era nítido: de um lado, o Sul em alerta para desastres ligados à água; do outro, o país inteiro lutando contra o calor extremo e a secura do ar.

A quarta-feira chegaria carregada de água no Sul do país. Desde a madrugada, o Rio Grande do Sul enfrentaria chuva moderada a forte, especialmente na faixa central, na Serra, no nordeste, no litoral norte e na região metropolitana de Porto Alegre. A Climatempo apontava a culpada: uma área de baixa pressão estacionada sobre o Paraguai, uma frente fria em movimento e ar quente e úmido transportado do Norte criavam as condições perfeitas para manter nuvens pesadas sobre toda a região. O risco era concreto. Temporais, rajadas de vento acima de 70 quilômetros por hora, granizo isolado e volumes elevados de chuva poderiam provocar alagamentos, enxurradas e elevação perigosa dos rios. O Instituto Nacional de Meteorologia mantinha avisos de grande perigo para partes do Rio Grande do Sul e do sul de Santa Catarina, além de alertas para tempestades no centro-norte gaúcho, em todo o território catarinense e no centro-sul do Paraná.

Em Santa Catarina, a quarta começaria com chuva e risco de temporais principalmente no oeste e no sul. Ao longo da manhã, as nuvens mais carregadas se espalhariam pelo centro-leste e pelo litoral, trazendo possibilidade de chuva forte, raios, vento e granizo. Durante a tarde, as pancadas começariam a diminuir, mas ainda poderiam ocorrer com intensidade em áreas isoladas. No oeste e no sudoeste do Rio Grande do Sul, incluindo a Campanha, o tempo ficaria mais firme, e a chegada de ar frio reduziria as temperaturas durante a noite. Na quinta-feira, a chuva continuaria principalmente no oeste do Paraná e de Santa Catarina, com as pancadas mais espaçadas nas demais áreas. O Rio Grande do Sul teria tempo mais firme, especialmente no oeste, mas o ar frio manteria as temperaturas baixas em toda a região, com máximas próximas aos 20 graus Celsius em Porto Alegre e Florianópolis.

Enquanto o Sul enfrentava a água, o resto do país vivia o oposto. O fim de julho seria marcado por calor intenso, tempo seco e umidade do ar em níveis perigosamente baixos, principalmente no interior do Sudeste, do Centro-Oeste e do Nordeste. Em São Paulo, a quarta seria de calor e predomínio de sol em grande parte do estado, com a capital podendo chegar aos 30 graus. A aproximação da frente fria já provocaria chuva isolada no oeste, no sudoeste, no sul e em pontos do centro do território paulista, com possibilidade de pancadas entre a tarde e a noite no Vale do Ribeira e áreas próximas à divisa com o Paraná. A mudança mais forte ocorreria na quinta-feira, quando a frente fria avançaria pelo estado, aumentaria a nebulosidade e provocaria chuva e rajadas de vento. A máxima poderia cair para perto dos 21 graus no leste paulista, com queda mais acentuada na Grande São Paulo e no litoral. Antes da chegada da frente fria, porém, a umidade poderia ficar entre 20 e 30 por cento no norte paulista e em parte de Minas Gerais.

No Centro-Oeste, a frente fria influenciaria Mato Grosso do Sul, com chuva atingindo principalmente o sul e o oeste sul-mato-grossense, com possibilidade de pancadas fortes, trovoadas e ventos de 50 a 70 quilômetros por hora. As instabilidades poderiam avançar para o centro do estado durante a tarde e voltar a ganhar força à noite. O Nordeste permaneceria sob domínio do ar seco. A umidade que vinha do oceano provocaria chuva fraca a moderada entre o litoral da Bahia e da Paraíba, com possibilidade de pancadas passageiras na costa do Maranhão, do Piauí e do Ceará. Na quinta-feira, a chuva ficaria mais concentrada entre o litoral do Rio Grande do Norte e o de Alagoas. O interior nordestino, porém, continuaria com muito sol, calor e ar seco. As menores taxas de umidade eram esperadas no oeste da Bahia, no centro-sul do Maranhão e do Piauí, no sul do Ceará e em áreas do interior do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco. Teresina poderia chegar aos 35 graus Celsius.

Na Região Norte, as pancadas mais fortes se concentrariam no Amazonas, em Roraima, no Amapá e no norte e noroeste do Pará, com chuva acompanhada de raios, principalmente durante a tarde. Acre, Rondônia e o sul do Amazonas teriam precipitações mais rápidas e localizadas. O Tocantins, o leste do Amazonas e grande parte do Pará permaneceriam sob influência do ar seco, com Palmas variando entre 20 graus no início do dia e 37 graus durante a tarde. O padrão era claro: enquanto o Sul enfrentava o risco de desastres relacionados à água, o resto do país lutava contra o calor extremo e a umidade perigosamente baixa.

Uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, a chegada de uma frente fria e o transporte de ar quente e úmido do Norte do país devem manter as nuvens carregadas sobre o Sul
— Climatempo
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