A oito bilhões de anos-luz da Terra, um quasar chamado OP 313 emitiu radiação gama de altíssima energia que viajou pelo cosmos até ser capturada pelo telescópio LST-1, nas Ilhas Canárias. Pela primeira vez, esse objeto foi detectado acima de cem gigaelectronvoltios, tornando-se o núcleo galáctico ativo mais distante já observado nessas frequências extremas. A descoberta não é apenas um marco técnico — é um convite para que a humanidade interrogue, com novos instrumentos, os processos mais violentos e primordiais do universo.