Uma revisão sistemática publicada no The Journal of Sexual Medicine revela que, em cerca de 70% dos casos de comportamento sexual compulsivo, o verdadeiro gatilho não é uma patologia clássica, mas o tédio da rotina diária. O cérebro, diante do vazio da monotonia, aciona os mesmos circuitos de busca por alívio que operam em outras compulsões — alimentar, alcoólica —, usando o sexo como preenchimento imediato para a apatia. Esse achado não diminui a seriedade do fenômeno, mas desloca a pergunta central do tratamento: em vez de perguntar apenas como conter o comportamento, a ciência começa a perg