Tecnologia portuguesa detecta bactérias resistentes a antibióticos em cerca de 45 minutos

Três quartos de hora, em vez de dois a três dias
O InviDx promete resultados iniciais em cerca de 45 minutos, contra 48 a 72 horas da urocultura.
Mark

Qual é a mudança concreta que o InviDx traz?

Mimi

O tempo. Uma urocultura pode levar entre 48 e 72 horas; o InviDx dá resultados iniciais em cerca de 45 minutos, porque não espera que as bactérias cresçam em laboratório.

Mark

E o que é que o aparelho procura exactamente?

Mimi

Até dez alvos numa amostra de urina, entre bactérias e genes associados à resistência aos antibióticos. Usa análise molecular, a partir do ADN extraído da amostra.

Luke

Convém não ler isto como um teste que diz qual antibiótico usar. Não diz.

Mimi

Exactamente. A própria informação é clara: detectar um gene de resistência não determina, sozinho, o antibiótico mais adequado. Cabe aos profissionais de saúde interpretar e, se preciso, pedir outros exames.

Mark

Já está a ser usado em hospitais?

Mimi

Não como diagnóstico. Está disponível só para investigação. O primeiro estudo clínico aprovado será na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira, sobre infecções urinárias.

Luke

Então os 45 minutos são o desempenho anunciado pelo consórcio, e ainda não há dados clínicos publicados no texto que o confirmem em doentes. Também não sabemos quando o estudo começa nem quando poderá haver autorização.

Mark

E o futuro da plataforma?

Mimi

Infecções respiratórias, sépsis e infecções sexualmente transmissíveis, além da monitorização de resistência em águas residuais.

Luke

Isso são intenções do consórcio, não resultados.

  • A urocultura tradicional obriga a esperar 48 a 72 horas, tempo em que o doente segue frequentemente com tratamentos empíricos.
  • O InviDx analisa até dez alvos numa única amostra de urina e devolve os primeiros resultados em cerca de 45 minutos.
  • Detetar um gene de resistência não basta: cabe aos profissionais de saúde decidir qual o antibiótico adequado para cada doente.
  • A tecnologia ainda não está autorizada para diagnóstico clínico e só avançará após o primeiro estudo na Cova da Beira.
  • O consórcio prepara a extensão a infeções respiratórias, sépsis e ISTs, e a monitorização de resistências em águas residuais.

Numa amostra de urina, um aparelho desenvolvido por um consórcio português pode hoje examinar em cerca de três quartos de hora aquilo que até agora exigia dois a três dias de espera: que bactérias estão presentes e que genes de resistência aos antibióticos carregam. Na longa história da luta contra as infeções, esta é uma pequena mas significativa antecipação, que ganha sentido sobretudo porque a rapidez não dispensa o juízo de quem cuida dos doentes. O InviDx continua, por enquanto, um instrumento de investigação, e será o estudo clínico na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira a dizer se a promessa se mantém fora do laboratório.

Uma amostra de urina pode agora revelar, em cerca de 45 minutos, quais as bactérias presentes e se trazem consigo genes de resistência a antibióticos. O aparelho chama-se InviDx e nasceu de um consórcio de empresas, universidades e centros de investigação portugueses, no âmbito do projeto SMARTgNOSTICS.

O método funciona por análise molecular: após preparar a amostra e extrair o ADN, aplicam-se reagentes específicos que detetam alvos genéticos previamente definidos, tanto os que identificam os microrganismos como os que indicam mecanismos de resistência. A grande diferença está no tempo, porque não é preciso esperar que as bactérias se multipliquem em laboratório, como acontece na urocultura, o exame padrão-ouro, que pode levar entre 48 e 72 horas.

O próprio consórcio faz questão de sublinhar um limite. Saber que um gene de resistência está presente não diz, sozinho, qual o antibiótico mais adequado para cada paciente. A rapidez antecipa informação, mas os resultados continuam a exigir interpretação clínica e, se necessário, outros exames.

Por agora, o InviDx destina-se apenas à investigação e não está autorizado como dispositivo de diagnóstico. O primeiro estudo clínico aprovado decorrerá na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira, com infeções urinárias. Os planos incluem alargar a plataforma a infeções respiratórias, sépsis e infeções sexualmente transmissíveis, e até à vigilância de resistências em águas residuais. O que importa agora é saber se os resultados se mantêm fiáveis em contexto clínico.

Numa amostra de urina, um aparelho português consegue agora procurar até dez alvos diferentes, entre bactérias e genes ligados à resistência aos antibióticos, e entregar os primeiros resultados em cerca de 45 minutos. O dispositivo chama-se InviDx e nasceu de um consórcio de empresas, universidades e centros de investigação do país.

O equipamento foi desenvolvido no âmbito do projecto SMARTgNOSTICS. Funciona com técnicas de análise molecular: depois de preparada a amostra e extraído o ADN, são aplicados reagentes específicos que permitem detectar os alvos genéticos previamente definidos, tanto os que identificam os microrganismos como os que apontam mecanismos de resistência.

A diferença está no tempo. Pelos métodos convencionais, como a urocultura, considerada o exame padrão-ouro para detectar e identificar bactérias ou fungos no trato urinário, identificar as bactérias responsáveis por uma infecção urinária e avaliar a sua sensibilidade aos antibióticos pode demorar entre 48 e 72 horas. Com o InviDx, não é preciso esperar que as bactérias se multipliquem em laboratório, e daí os cerca de três quartos de hora.

Há, porém, um limite que o próprio consórcio sublinha. Identificar um gene de resistência não determina, por si só, qual o antibiótico mais adequado para cada paciente. Os resultados terão de ser interpretados por profissionais de saúde e, quando necessário, complementados com outros exames laboratoriais. A rapidez, portanto, antecipa informação, mas não substitui o juízo clínico.

Por agora, o InviDx está disponível apenas para investigação e ainda não está autorizado como dispositivo de diagnóstico clínico. O primeiro estudo clínico aprovado com a tecnologia vai decorrer na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira, em Portugal, e incidirá sobre infecções do trato urinário.

O consórcio tem planos para além da urina. Pretende alargar a plataforma à identificação de agentes associados a infecções respiratórias, sépsis e infecções sexualmente transmissíveis. A tecnologia poderá ainda servir para monitorizar a resistência aos antibióticos em águas residuais.

O que vale a pena acompanhar é o resultado do estudo na Cova da Beira: será ele a dizer se os primeiros resultados em 45 minutos se mantêm fiáveis em contexto clínico e se o aparelho pode, um dia, passar de ferramenta de investigação a dispositivo de diagnóstico.

Identificar um gene de resistência não determina, por si só, o antibiótico mais adequado; os resultados devem ser interpretados por profissionais de saúde.
— Informação divulgada sobre o InviDx (paráfrase)
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