Técnico nigeriano é esfaqueado após discussão sobre preço de reparo em Rio Branco

Técnico nigeriano ferido com perfurações no braço esquerdo e mão após agressão com faca durante discussão sobre serviço de reparo.
Uma discussão sobre preço de conserto terminou em sangue e ameaças de morte
Conflito no Mercado Municipal do Bosque escalou de negociação comercial para agressão com faca.
Mark

Por que uma discussão sobre preço de reparo escalou para uma agressão com faca?

Mimi

A polícia registrou que não foi apenas sobre o valor. Raiff começou a fazer ameaças e, segundo testemunhas, fez manifestações xenofóbicas contra Stephen por ser nigeriano. Isso transformou uma negociação comercial em algo pessoal e violento.

Mark

Como a polícia conseguiu encontrá-lo tão rápido?

Mimi

Ele não correu longe. Quando viu a viatura se aproximando, entrou em pânico e se escondeu em uma igreja próxima. Os policiais o encontraram atrás de um pilar — não foi uma fuga bem-sucedida.

Mark

E a faca desapareceu?

Mimi

Sim. Quando foi revistado, só tinha uma tesoura de unha. A faca que usou na agressão não foi encontrada. Ele provavelmente a descartou em algum lugar entre o mercado e a igreja.

Mark

Raiff negou ter ferido Stephen?

Mimi

Não exatamente. Ele admitiu ter sacado a faca, mas disse que Stephen se machucou quando tentou se proteger. É uma versão muito diferente do que as testemunhas e os vídeos mostram.

Mark

Ele fez ameaças depois de ser preso?

Mimi

Sim, durante a abordagem policial. Disse que pretendia matar Stephen e que o procuraria se fosse solto. Isso agravou muito a situação — não é mais só uma agressão, agora há ameaças de morte registradas.

Mark

O que acontece agora?

Mimi

A investigação vai tentar esclarecer exatamente o que aconteceu, mas também vai apurar as ameaças de morte e as ofensas xenofóbicas. Isso pode mudar significativamente as acusações contra Raiff.

  • Uma discussão sobre o valor de um serviço de reparo escalou rapidamente para violência quando Raiff retornou ao local com uma faca e feriu o técnico nigeriano no braço e na mão.
  • Testemunhas gravaram o ataque em vídeo e relataram que o agressor proferiu ofensas xenofóbicas contra a vítima antes e durante a agressão.
  • Após ferir Stephen, Raiff fugiu da polícia e foi encontrado escondido atrás de um pilar dentro de uma igreja nas proximidades.
  • Mesmo durante a abordagem policial, Raiff ameaçou matar a vítima e afirmou que a procuraria caso fosse solto — agravando ainda mais sua situação legal.
  • A investigação agora precisa apurar a dinâmica exata da agressão, as ameaças de homicídio e a possível motivação xenofóbica por trás do ataque.

No coração de um mercado popular de Rio Branco, uma negociação corriqueira sobre o preço de um conserto de celular revelou camadas mais profundas de tensão — sobre pertencimento, diferença e a violência que pode emergir quando o diálogo fracassa. Stephen Chukwuelka Okoli, técnico nigeriano de 44 anos, foi ferido a faca por Raiff Alves da Silva Junior, de 57 anos, que depois fugiu e se escondeu em uma igreja antes de ser preso. O episódio, registrado em vídeo por testemunhas, agora aguarda investigação que deverá examinar não apenas a agressão física, mas também as ameaças de morte e os alegados ataques xenofóbicos que marcaram o conflito.

Na tarde de quarta-feira, 12 de agosto, o Mercado Municipal do Bosque, em Rio Branco, foi palco de uma violência que começou com uma simples discordância sobre preço. Stephen Chukwuelka Okoli, técnico nigeriano de 44 anos, cobrava por um conserto de celular quando Raiff Alves da Silva Junior, de 57 anos, contestou o valor. A negociação virou discussão acalorada, e testemunhas relataram que Raiff passou a fazer ameaças e comentários xenofóbicos dirigidos à nacionalidade de Stephen. O momento foi registrado em vídeo: Raiff se afasta, retorna com uma faca de mesa e atinge o técnico, deixando perfurações no braço esquerdo e na mão.

Stephen foi atendido no Pronto-Socorro de Rio Branco e, após receber cuidados médicos, foi à delegacia prestar depoimento. Enquanto isso, a Polícia Militar buscava Raiff — no hospital, em sua residência na Travessa Almirante Tamandaré, sem sucesso. Populares indicaram que ele estava nas proximidades, e quando avistou a viatura, correu para dentro de uma igreja. Os policiais o encontraram escondido atrás de um pilar. Com ele, apenas uma pequena tesoura de unha — a faca não foi localizada.

Durante a abordagem, Raiff confirmou a discussão e admitiu ter sacado a faca, mas alegou que os ferimentos de Stephen teriam ocorrido quando a vítima tentou se proteger com o braço. Mais grave: ele ameaçou matar o técnico ali mesmo, afirmando que o procuraria caso fosse posto em liberdade. Raiff foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição das autoridades, enquanto a investigação busca esclarecer a dinâmica da agressão, as ameaças de homicídio e os possíveis crimes de xenofobia.

Uma discussão sobre quanto cobrar pelo conserto de um celular terminou em sangue na tarde de quarta-feira, 12 de agosto, dentro do Mercado Municipal do Bosque, em Rio Branco. Stephen Chukwuelka Okoli, técnico nigeriano de 44 anos, foi atingido por golpes de faca que deixaram perfurações em seu braço esquerdo e na mão. O conflito começou quando Raiff Alves da Silva Junior, um homem de 57 anos, questionou o preço que Stephen cobrava pelo serviço. O que poderia ter sido uma simples negociação sobre valores escalou para algo muito mais grave.

Segundo relatos apresentados à Polícia Militar, a conversa se transformou em discussão acalorada. Testemunhas disseram aos policiais que Raiff não apenas discordava do preço — ele começou a ameaçar Stephen e fez manifestações de cunho xenofóbico relacionadas à nacionalidade da vítima. Pessoas que estavam no mercado gravaram parte do incidente em vídeo. Nas imagens, é possível ver Raiff discutindo com o técnico, depois se afastando e retornando com uma faca de mesa na mão. Em seguida, ele atinge Stephen com a arma.

Stephen foi levado ao Pronto-Socorro de Rio Branco para receber atendimento médico. Depois de tratado, compareceu à delegacia para prestar depoimento e descrever como o desentendimento havia começado. Enquanto isso, a Polícia Militar iniciou buscas por Raiff. Os policiais verificaram o Pronto-Socorro e foram até o endereço do suspeito na Travessa Almirante Tamandaré, no bairro Isaura Parente, mas ele não estava lá.

Populares informaram que Raiff havia sido visto nas proximidades. Quando percebeu a viatura se aproximando, ele correu e entrou em uma igreja. Os policiais o encontraram escondido atrás de um pilar, depois que ele havia subido as escadarias do templo. Durante a revista pessoal, foi encontrada apenas uma pequena tesoura de unha — a faca usada na agressão não foi localizada.

Durante a abordagem, Raiff confirmou aos policiais que havia discutido com Stephen no mercado sobre o serviço de manutenção do celular. Ele também admitiu ter sacado a faca durante o desentendimento. Porém, sua versão dos ferimentos era diferente: segundo ele, Stephen teria se machucado quando tentou se proteger com o braço. Os policiais registraram que Raiff fez ameaças de morte contra o técnico durante a abordagem, afirmando que pretendia matá-lo e que o procuraria para cometer homicídio caso fosse colocado em liberdade.

Raiff foi encaminhado à unidade policial, onde permaneceu à disposição das autoridades. O caso agora será investigado para esclarecer a dinâmica exata da agressão, as ameaças de morte e as possíveis ofensas xenofóbicas que teriam sido proferidas durante o conflito.

Raiff admitiu ter sacado a faca durante o desentendimento, mas apresentou versão diferente sobre os ferimentos, alegando que Stephen se machucou ao tentar se proteger
— Relato policial
Raiff teria afirmado que pretendia matar Stephen e que o procuraria para cometer homicídio caso fosse colocado em liberdade
— Registro dos policiais militares
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