Pelo quinto dia consecutivo, as taxas futuras de juros no Brasil recuaram — não por força de dados econômicos isolados, mas pela reconfiguração do horizonte político. Quando pesquisas passaram a mostrar Flávio Bolsonaro tecnicamente empatado ou à frente de Lula no segundo turno, o mercado financeiro releu o futuro e ajustou seus preços: o dólar cedeu, o Ibovespa avançou e os prêmios de risco embutidos na curva de juros se dissiparam. É o momento em que a política e a economia se tornam, uma vez mais, a mesma conversa.