Tarcísio vence São Paulo pela primeira vez, mas Haddad domina periferias

Tarcísio venceu pela primeira vez onde antes havia perdido
O governador conquistou a capital em 2026, revertendo derrota de 2022 quando venceu apenas com apoio do interior e litoral.
Mark

Como Tarcísio conseguiu virar o jogo na capital se em 2022 ele havia perdido lá?

Mimi

O mapa mudou. Ele ampliou votação em bairros de classe média como Tatuapé, Mooca e Indianópolis, e também conquistou espaço em periferias que antes votavam em Haddad — Pedreira, Capela do Socorro, Cidade Ademar.

Luke

Mas é importante notar que Haddad ainda vence em várias periferias tradicionais. Grajaú, Parelheiros, Capão Redondo continuam com ele. A questão é: perdeu bairros periféricos específicos, não a periferia toda.

Mark

Qual foi a margem da vitória?

Mimi

52,76% para Tarcísio contra 46,09% para Haddad. Não é esmagadora, mas é clara.

Luke

E isso é só na capital. O texto deixa claro que em 2022 Tarcísio venceu porque o litoral e o interior o apoiaram. Agora ele tem a capital também.

Mark

Bela Vista é interessante — Haddad venceu lá com quase 59%.

Mimi

Sim, é um reduto histórico da esquerda. Mas em 2022 ele tinha 52,79% lá. Então perdeu terreno mesmo em um de seus melhores bairros.

Luke

Pinheiros é quase um empate técnico — 49,75% contra 49,45%. Isso mostra que nem tudo mudou de forma uniforme. Há bairros onde a disputa permanece muito acirrada.

Mark

O que explica Tarcísio ganhar em áreas centrais e Haddad em periferias?

Mimi

Provavelmente perfis de eleitorado diferentes. Classe média nas áreas centrais, população de renda mais baixa nas periferias. Mas a mudança em Pedreira, Capela do Socorro e Cidade Ademar sugere que essa divisão não é tão clara quanto era.

Luke

Exatamente. E o texto não explica por quê. Sabemos que Haddad perdeu esses bairros, mas não sabemos as razões — se foi rejeição a Haddad, adesão a Tarcísio, ou algo completamente diferente.

  • Tarcísio venceu a capital com 52,76% contra 46,09% de Haddad, revertendo a derrota de 2022 e consolidando a reeleição ao governo estadual.
  • A tensão do resultado está nos detalhes: bairros periféricos como Pedreira e Cidade Ademar, que votaram em Haddad há quatro anos, desta vez escolheram Tarcísio.
  • Haddad resistiu nas periferias mais pobres do sul e extremo sul — Grajaú, Parelheiros e Capão Redondo — mas não conseguiu segurar a maré nas regiões de classe média.
  • Bela Vista e Pinheiros revelam a fratura interna da capital: o primeiro elegeu Haddad com quase 59%; o segundo decidiu por margem de apenas 0,3 ponto percentual.
  • A vitória de Tarcísio nos três territórios — capital, litoral e interior — sinaliza uma base eleitoral mais ampla e uma reconfiguração duradoura do voto paulistano.

Em 5 de outubro de 2026, São Paulo assistiu a uma reconfiguração silenciosa de seu mapa político: Tarcísio de Freitas, governador pelo Republicanos, venceu Fernando Haddad na capital pela primeira vez, obtendo 52,76% dos votos válidos e revertendo o resultado de 2022. O que antes era uma cidade que resistia ao governador tornou-se, em grande parte, território seu — não por unanimidade, mas por uma lenta migração de preferências nas classes médias e em periferias que antes eram redutos petistas. A história eleitoral de São Paulo raramente muda de uma vez; desta vez, mudou bairro a bairro.

Tarcísio de Freitas conquistou São Paulo pela primeira vez. O governador do Republicanos venceu Fernando Haddad no primeiro turno de 5 de outubro de 2026, com 52,76% dos votos válidos contra 46,09% do adversário petista. Em 2022, Tarcísio havia chegado ao governo sem levar a capital; desta vez, o mapa eleitoral da cidade se reconfigurou a seu favor.

O resultado, porém, não foi uniforme. Haddad manteve domínio nas periferias do sul e extremo sul — Grajaú, Parelheiros, Cidade Tiradentes e Capão Redondo elegeram o petista com margens confortáveis. Mas ele perdeu bairros que antes o apoiavam: Pedreira, Capela do Socorro e Cidade Ademar, que votaram nele em 2022, desta vez escolheram Tarcísio.

A força do governador concentrou-se nas regiões centrais e de classe média. Indianópolis, Tatuapé, Mooca, Vila Maria e Morumbi registraram seus maiores percentuais. As exceções mais expressivas foram Bela Vista, onde Haddad venceu com 58,96%, e Pinheiros, onde a diferença foi de apenas 0,3 ponto percentual.

A comparação com 2022 revela o alcance da mudança. Quatro anos atrás, bairros como Vila Mariana, Ipiranga e Jabaquara elegeram Haddad com folga; desta vez, migraram para Tarcísio. Cidade Tiradentes, hoje um dos melhores redutos petistas, votou em Haddad com 59,55% em 2022 — quando Tarcísio recebia apenas 23,45%.

Ao vencer a capital, o litoral e o interior, Tarcísio consolidou uma base eleitoral mais ampla do que qualquer resultado anterior sugeria. O voto na maior metrópole do país se reconfigurou — não de forma abrupta, mas bairro a bairro, em uma transformação que quatro anos de governo tornaram possível.

Tarcísio de Freitas conquistou São Paulo pela primeira vez. O governador do Republicanos venceu Fernando Haddad, ex-prefeito petista, na disputa pelo governo estadual no primeiro turno realizado no domingo 4 de outubro, com 52,76% dos votos válidos contra 46,09% do adversário. A vitória marca uma inflexão importante: em 2022, quando Tarcísio venceu sua primeira eleição para o cargo, ele não havia conseguido levar a capital. Desta vez, o mapa eleitoral da cidade se reconfigurou a seu favor.

O resultado, porém, não foi uniforme. Haddad mantém domínio nas periferias tradicionais, especialmente em zonas eleitorais do sul e extremo sul da capital. Grajaú, Piraporinha, Cidade Tiradentes, Valo Velho e Parelheiros elegeram o petista com margens confortáveis. Capão Redondo e Rio Pequeno também ficaram com Haddad. Mas o cenário mudou em relação a quatro anos atrás: o ex-prefeito perdeu bairros periféricos importantes que antes o apoiavam. Pedreira, Capela do Socorro e Cidade Ademar, que votaram nele em 2022, desta vez escolheram Tarcísio.

A força de Tarcísio concentra-se nas regiões centrais e de classe média da capital. Indianópolis, Tatuapé e Mooca registraram seus maiores percentuais. Vila Maria, na zona norte, Vila Prudente, na zona leste, e Morumbi, na zona oeste, também elegeram o governador. O mapa mostra Tarcísio à frente na maioria das zonas eleitorais do centro expandido, com poucas exceções notáveis.

Bela Vista é a mais expressiva delas. O bairro tradicional da região central votou em Haddad com 58,96% contra 39,95% de Tarcísio. Pinheiros, outro reduto historicamente progressista, registrou disputa acirrada: 49,75% para o petista e 49,45% para o governador, uma diferença de apenas 0,3 ponto percentual.

A comparação com 2022 revela o alcance da mudança. Quatro anos atrás, a maioria dos bairros da capital escolheu Haddad. Bela Vista votou nele com 52,79% contra 26,5% de Tarcísio. Vila Mariana deu 37,18% ao petista e 34,88% ao governador. Ipiranga marcou 41,71% para Haddad e 34,24% para Tarcísio. Jabaquara elegeu o ex-prefeito com 43,97% contra 30,31%. Cidade Tiradentes, que agora é um dos melhores redutos de Haddad, votou nele com 59,55% em 2022, quando Tarcísio recebia apenas 23,45%. Pinheiros deu 41,31% ao petista e 29,75% ao governador.

Tarcísio, por sua vez, ampliou sua votação em vários bairros. Em 2022, ele venceu em Tucuruvi com 38,76% contra 37,99% de Haddad. Santana o elegeu com 43,27% contra 30,26%. Vila Maria marcou 40,81% para Tarcísio e 34,55% para Haddad. Santo Amaro registrou 39,17% para o governador e 29,69% para o petista. Saúde votou em Tarcísio com 35,27% contra 33,41% de Haddad.

A vitória na capital consolida a reeleição de Tarcísio ao governo estadual. Em 2022, ele havia vencido a eleição com apoio decisivo do litoral e do interior paulista, compensando a derrota na capital. Desta vez, conquistou os três territórios. O resultado mostra uma reconfiguração do voto na maior metrópole do país, com o governador ampliando sua base em áreas de classe média e perdendo menos terreno nas periferias do que poderia ter sido esperado.

A vitória de Tarcísio na capital contraria o que aconteceu em 2022, quando o governador conquistou seu primeiro mandato sem conseguir vencer na capital paulista
— análise da votação
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