Em tempos de campanha, quando o escrutínio público se volta com mais intensidade para as fronteiras entre o poder e o interesse privado, o governador Tarcísio de Freitas foi chamado a explicar a existência de uma empresa de consultoria tributária da qual seus filhos são sócios. Sua resposta invoca uma narrativa antiga e universal: a do filho que parte por conta própria, sem o amparo do nome do pai. A questão, porém, permanece suspensa no ar político brasileiro, onde a linha entre mérito e privilégio raramente é simples de traçar.