Tarcísio amplia vantagem sobre Haddad em comparação com 2022

De 11% para 42% em seis meses: a inversão completa
Tarcísio saiu de segundo lugar empatado em abril de 2022 para vencer o primeiro turno com margem confortável.
Mark

Como é possível que Tarcísio tenha saído de 11% em abril de 2022 para vencer com 42% no primeiro turno apenas seis meses depois?

Mimi

A pesquisa de pré-campanha não capturou a dinâmica que se desenvolveu durante a campanha. Bolsonaro tinha ainda muita força naquele momento, e Tarcísio conseguiu mobilizar esse eleitorado. Haddad começou na frente, mas não conseguiu manter a vantagem.

Luke

Mas é importante notar que a pesquisa de abril de 2022 mostrava 26% de indecisos. Isso significa que havia espaço enorme para movimento. Não sabemos exatamente como esses votos migraram — se foram para Tarcísio, se para Haddad, ou se se dispersaram.

Mark

E agora, com Haddad deixando o ministério para disputar novamente, qual é a diferença fundamental entre 2022 e 2026?

Mimi

Tarcísio agora é o incumbente. Ele tem três anos de gestão, controla a máquina estatal, e a pesquisa mostra que consolidou apoio. Haddad sai de uma posição de poder em Brasília, mas não tem a vantagem de estar governando o estado.

Luke

Verdade, mas também precisamos ser cuidadosos: uma simulação de segundo turno não é uma eleição. A pesquisa mostra 52% para Tarcísio e 37% para Haddad, mas ainda há 11% de indecisos ou que votarão em branco e nulo. Isso é um espaço real de disputa.

Mark

A margem de 13 pontos no primeiro turno é significativa?

Mimi

É uma vantagem clara, mas não é insuperável. Em 2022, Haddad começou com 35% e terminou com 35,7% — praticamente manteve seu eleitorado. A questão é se ele consegue crescer a partir dos 31% que tem agora.

Luke

E também não sabemos ainda quem mais vai entrar na disputa. Kim Kataguiri e Paulo Serra estão com 5% cada. Se um deles sair ou se houver coligações diferentes, o cenário pode mudar. A pesquisa é um retrato de um momento, não uma previsão.

  • Haddad está prestes a deixar o Ministério da Fazenda para enfrentar, pela segunda vez, o mesmo adversário que o derrotou em 2022 — desta vez em terreno ainda mais desfavorável.
  • A pesquisa Datafolha expõe uma inversão dramática: o candidato que tinha 11% em abril de 2022 hoje lidera com 44%, enquanto quem tinha 35% agora marca apenas 31%.
  • No segundo turno simulado, Tarcísio vence por 52% a 37%, sugerindo que sua margem de vitória pode ser mais folgada do que a conquistada há quatro anos.
  • Com Kim Kataguiri e Paulo Serra empatados em 5% e 12% do eleitorado ainda indefinido, o campo de oposição ao governador permanece fragmentado e sem alternativa consolidada.
  • A trajetória de Tarcísio — de estreante sem mandato a favorito à reeleição — redefine o mapa político de São Paulo e projeta sua influência sobre o cenário nacional de 2026.

Quatro anos após estrear na política eleitoral como azarão apoiado por Bolsonaro, Tarcísio de Freitas consolidou-se como força dominante na maior unidade federativa do Brasil. Uma pesquisa Datafolha divulgada em março de 2026 revela que o governador paulista lidera Fernando Haddad por 13 pontos no primeiro turno simulado — inversão quase simétrica do cenário de abril de 2022, quando Haddad o superava por 24 pontos. A política, como sempre, lembra que nenhuma vantagem é permanente e nenhuma desvantagem é definitiva.

Fernando Haddad está prestes a deixar o Ministério da Fazenda para disputar novamente o governo de São Paulo, repetindo o confronto que travou com Tarcísio de Freitas em 2022. Desta vez, porém, o cenário é radicalmente diferente — e desfavorável ao petista.

Em abril de 2022, quando Tarcísio deixava o Ministério da Infraestrutura para sua primeira disputa eleitoral, Haddad liderava com 35% das intenções de voto contra apenas 11% do então estreante apoiado por Bolsonaro. Seis meses depois, o primeiro turno inverteu tudo: Tarcísio venceu com 42,3%, Haddad ficou em segundo com 35,7%, e no segundo turno o governador consolidou a vitória com 55,2% dos votos válidos.

Agora, uma pesquisa Datafolha divulgada em 8 de março de 2026 confirma o que outros institutos já sinalizavam: Tarcísio lidera com 44% contra 31% de Haddad — vantagem de 13 pontos no primeiro turno simulado. Os demais candidatos aparecem distantes, com Kim Kataguiri e Paulo Serra empatados em 5% cada, e 12% do eleitorado ainda indefinido.

No segundo turno simulado entre os dois, Tarcísio vence por 52% a 37%, margem que sugere uma vitória ainda mais confortável do que a de 2022. A comparação entre os dois momentos conta uma história de inversão quase simétrica: o azarão de ontem é o favorito de hoje, e o líder de outrora enfrenta a disputa em posição de fragilidade.

Fernando Haddad está prestes a deixar o Ministério da Fazenda. Nos próximos dias, o petista deve formalizar sua saída do governo Lula para disputar novamente o cargo de governador de São Paulo — uma remontagem da batalha que travou com Tarcísio de Freitas quatro anos atrás. Desta vez, porém, o cenário político mudou radicalmente.

Uma pesquisa do Datafolha divulgada no domingo passado, 8 de março, confirmou o que outros institutos vinham sinalizando há meses: Tarcísio de Freitas, o governador republicano que hoje comanda o Palácio dos Bandeirantes, é o favorito para sua reeleição e lidera com margem confortável sobre os principais nomes que o governo federal cogita lançar na disputa pelo maior colégio eleitoral do país. A trajetória que levou a este ponto é uma história de inversão completa.

Em abril de 2022, quando Tarcísio deixava o Ministério da Infraestrutura para disputar o governo paulista com o apoio de Jair Bolsonaro — um homem que nunca havia concorrido a cargo eletivo — o cenário era oposto. Naquele mês, o Datafolha mostrava Haddad na dianteira com 35% das intenções de voto, enquanto Tarcísio aparecia em segundo lugar com apenas 11%, empatado com o então governador Rodrigo Garcia, do PSDB. Outros candidatos como Felicio Ramuth (PSD), Vinicius Poit (Novo), Altino Júnior (PSTU) e Abraham Weintraub (PMB) somavam percentuais ainda menores. Um quarto do eleitorado ainda não sabia em quem votar.

Seis meses depois, após uma campanha turbulenta, o primeiro turno produziu um resultado radicalmente distinto daquele que as sondagens pré-eleitorais apontavam. Tarcísio venceu com 42,3% dos votos válidos, tendo Felicio Ramuth como vice. Haddad ficou em segundo com 35,7%, acompanhado por Lúcia França, do PSB — esposa do ministro Márcio França, que havia aberto mão de sua própria candidatura para apoiar o petista e depois tentou se eleger ao Senado sem sucesso. Os dois foram ao segundo turno, onde Tarcísio consolidou sua vantagem, vencendo com 55,2% dos votos válidos contra 44,7% do adversário.

Agora, três anos e três meses depois, com Tarcísio já consolidado na governança do estado e Haddad à frente da pasta da Fazenda em Brasília, a pesquisa Datafolha mais recente revela uma dinâmica ainda mais favorável ao governador. Na sondagem de primeiro turno, Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Haddad marca 31% — uma vantagem de 13 pontos percentuais. Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) aparecem empatados com 5% cada, Felipe D'Avila (Novo) tem 3%, e 12% dos eleitores ainda não definiram seu voto ou optam por branco e nulo.

Mas a pesquisa também simulou um segundo turno entre os dois, cenário que não havia sido testado no levantamento de abril de 2022. Nesta simulação, Tarcísio lidera com 52% contra 37% de Haddad — uma margem de 15 pontos que sugere uma vitória bem mais confortável do que aquela que conquistou há quatro anos. A consolidação do apoio ao governador fica evidente na comparação: em 2022, ele venceu o segundo turno com 55,2% dos votos válidos; agora, a projeção indica 52%, mas contra um adversário que aparenta estar em posição mais frágil do que estava então.

Haddad deve deixar o cargo nos próximos dias para concorrer ao Executivo paulista e repetir o duelo ocorrido em 2022
— Datafolha/análise da pesquisa
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