Assumiu o comando do tráfico e comanda o tribunal do crime
Em Teresina, uma blitz de rotina tornou-se o segundo golpe em menos de 24 horas contra uma organização criminosa estruturada na zona Norte da cidade. O que começou como uma abordagem de trânsito no bairro Santa Maria da Codipi revelou, escondido no banco de um carro por aplicativo, não apenas drogas, mas um homem que carrega sobre si o peso de três homicídios e o comando de um tribunal paralelo do crime. A rotina policial, quando persistente, tem o hábito de encontrar o que o silêncio das ruas tenta encobrir.
- Um papelote de maconha mal escondido no banco do carro foi o fio que puxou toda a trama: dois homens presos, um deles com três homicídios respondendo na Justiça.
- O suspeito não era um traficante comum — após a morte do líder anterior em setembro de 2022, ele assumiu o controle do tráfico na Vila Santo Afonso e passou a comandar o chamado 'tribunal do crime' da organização.
- A prisão de domingo foi o segundo golpe em menos de 48 horas: na véspera, o DRACO já havia capturado duas pessoas na mesma região durante operação direcionada.
- A operação 'É Por Todos Nós' revelou ainda quatro motos roubadas recuperadas e nove motoristas flagrados alcoolizados, mostrando que o trabalho de rotina nas ruas expõe camadas de crime que vão muito além do trânsito.
Uma blitz de rotina na noite de domingo no bairro Santa Maria da Codipi, zona Norte de Teresina, terminou com a prisão de um homem procurado por três homicídios. Agentes da Gerência de Operações de Trânsito abordaram um carro por aplicativo e encontraram dois ocupantes tentando esconder um papelote de maconha no banco do veículo — uma tentativa que não passou despercebida.
Um dos presos confessou responder na Justiça por três homicídios cometidos na capital. Segundo o gerente Fernando Aragão, o suspeito ocupa posição de liderança em uma organização criminosa estruturada. Após a morte do antigo chefe, em setembro de 2022 na Avenida Homero Castelo Branco, ele assumiu o comando do tráfico na Vila Santo Afonso e passou a presidir o chamado 'tribunal do crime' — a estrutura paralela que julga e executa punições dentro da organização. Um dos homicídios pelos quais responde ocorreu em 2019, com a morte de um jovem na Avenida Boa Esperança.
O preso já era alvo das autoridades: na véspera, o DRACO havia realizado uma operação na Vila Santo Afonso com duas capturas. A blitz de domingo representou, portanto, um segundo golpe contra a mesma estrutura criminosa em menos de 24 horas. A operação 'É Por Todos Nós' rendeu ainda a recuperação de quatro motocicletas roubadas e a detenção de cinco pessoas por embriaguez ao volante, reafirmando que o trabalho cotidiano nas ruas da capital continua revelando crimes que vão muito além do trânsito.
Uma blitz de rotina na noite de domingo transformou-se em prisão de um homem procurado por três homicídios. A Gerência de Operações de Trânsito abordou um carro por aplicativo na região do bairro Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina, e encontrou dois ocupantes com drogas. No banco do veículo, os agentes descobriram um papelote de maconha que os suspeitos tentavam esconder no momento da abordagem — uma ação que não passou despercebida aos policiais.
Um dos dois homens presos confessou aos agentes que responde na Justiça por três homicídios cometidos em Teresina. Segundo Fernando Aragão, gerente de Operações de Trânsito, o suspeito não é um criminoso comum. A polícia acredita que ele integra uma organização criminosa estruturada e ocupa posição de liderança dentro dessa rede.
O histórico do preso revela uma trajetória de ascensão no crime organizado. Em setembro de 2022, o líder da organização foi morto na Avenida Homero Castelo Branco, na zona leste da capital. Após essa morte, o homem agora preso assumiu o comando do tráfico de drogas na região da Vila Santo Afonso, na zona norte. Seu poder se estende além do simples comércio de drogas: ele comanda o chamado tribunal do crime, a estrutura paralela que julga e executa punições dentro da organização.
Um dos homicídios pelos quais responde ocorreu em 2019, quando um jovem foi assassinado na Avenida Boa Esperança. Os outros dois crimes não tiveram detalhes divulgados pela polícia. A identidade dos dois homens presos não foi revelada nos registros oficiais.
O preso não era desconhecido das autoridades. Ele havia sido alvo de uma operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) no sábado anterior, 15 de abril, na Vila Santo Afonso, onde duas pessoas foram capturadas. A blitz de domingo, portanto, representa um segundo golpe contra a estrutura criminosa em menos de 24 horas.
A operação "É Por Todos Nós", em que ocorreu a prisão, teve resultados mais amplos durante a semana. Além dos dois homens presos por tráfico, a polícia recuperou quatro motocicletas roubadas. Os agentes realizaram 134 testes de alcoolemia, dos quais nove resultaram positivos, levando cinco pessoas à delegacia por dirigir embriagadas. O trabalho de rotina nas ruas da capital continua revelando crimes que vão além do trânsito.
Notable Quotes
Ele assumiu o comando do tráfico de drogas na região da Vila Santo Afonso, comandando, inclusive, o tribunal do crime— Fernando Aragão, gerente de Operações de Trânsito
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como um homem suspeito de três homicídios estava simplesmente circulando em um carro por aplicativo?
Porque criminosos não vivem escondidos o tempo todo. Ele estava operando, movimentando-se pela cidade, fazendo negócios. A blitz foi acaso — ou talvez vigilância que finalmente deu resultado.
O que significa ele "comandar o tribunal do crime"?
É a estrutura de justiça paralela dentro da organização. Ele julga desvios, castiga traidores, decide punições. É poder real, não apenas sobre drogas, mas sobre pessoas.
Por que a polícia não sabia onde ele estava antes?
Sabiam. Ele foi alvo de operação no sábado. Mas em organizações criminosas, as pessoas se movem, mudam de rotina. Ele estava em um carro por aplicativo — difícil de rastrear, fácil de desaparecer.
Três homicídios é muito para uma pessoa só?
Não necessariamente. Em uma organização, você não mata sozinho. Mas responder por três significa estar envolvido, ter ordenado, ter participado. A responsabilidade é compartilhada, mas o peso recai sobre quem comanda.
O que acontece agora com a organização?
Continua. Outro assume. Mas cada prisão enfraquece a estrutura, cria vácuos de poder. A polícia sabe disso — por isso as operações sucessivas. É desgaste.
E os outros dois homicídios? Por que não foram divulgados?
Investigação em andamento, provavelmente. Ou ainda estão sendo confirmados. A polícia não revela tudo de uma vez.