À beira do Lago Corumbá IV, uma discussão entre homens armados terminou com a morte de um policial militar — e com a prisão de quem alega ter agido em legítima defesa. Cleberson Osternes, detido em Anápolis dias depois do ocorrido, enfrenta acusações que vão do homicídio ao porte ilegal de armas, enquanto a versão dos fatos permanece disputada entre a narrativa policial e a da defesa. O caso lembra que a violência raramente nasce do nada: ela costuma ter uma conversa antes — e é nessa conversa que a verdade ainda precisa ser encontrada.
Suspeito de matar PM teve discussão com vítima antes do crime, aponta polícia
Ambos estavam armados e o policial atirou contra o chão
Por que a polícia acredita que houve uma discussão antes do crime?
As investigações apontaram que Osternes e Honório tiveram um confronto verbal antes dos disparos. Não está claro ainda se essa discussão foi o gatilho direto ou se havia tensões anteriores entre eles.
E a versão de Osternes — ele diz que estava apenas intervindo?
Sim. Ele alega que estava tentando separar uma briga entre Honório e a esposa do PM. Segundo ele, ambos estavam armados e o policial atirou primeiro, atingindo sua perna. Ele diz que revidou em seguida.
Mas a polícia encontrou três armas com ele. Isso não contradiz a ideia de que ele era apenas um terceiro?
Encontraram armas no veículo em que ele fugiu. Isso levanta questões sobre por que ele estava tão armado e por que fugiu. A defesa ainda não teve acesso completo aos depoimentos das testemunhas que poderiam esclarecer o que realmente aconteceu.
Qual é o interesse da defesa agora?
Eles querem ver tudo — os depoimentos das pessoas que estavam lá, a perícia, os detalhes do inquérito. Só assim podem construir uma defesa adequada e contestar a narrativa que está sendo construída.
E quanto ao fato de ele estar embriagado ao volante?
Isso é uma acusação separada, mas adiciona complexidade. Sugere que após o incidente, ele fugiu dirigindo sob influência de álcool. Isso pode afetar como a justiça avalia seu estado mental e suas ações naquele momento.
Il Polso
- Um policial militar foi morto a tiros após uma discussão no Lago Corumbá IV, em Santo Antônio do Descoberto, deixando a comunidade e a corporação em estado de choque.
- O suspeito, Cleberson Osternes, foi localizado em Anápolis dentro do veículo usado na fuga, acompanhado de três armas e munições de vários calibres — um arsenal que agrava sua situação jurídica.
- Osternes afirma que tentou separar uma briga entre a vítima e a própria esposa do PM, e que só atirou depois de ser ferido por um disparo do policial — versão que a investigação ainda não confirmou nem descartou.
- A prisão em flagrante foi convertida em preventiva em audiência de custódia, mantendo Osternes detido enquanto o inquérito avança e as testemunhas ainda não foram ouvidas pela defesa.
- O caso permanece aberto: a Polícia Civil investiga, a defesa aguarda acesso ao inquérito, e as versões conflitantes sobre o que realmente aconteceu à beira do lago ainda precisam ser confrontadas.
À beira do Lago Corumbá IV, uma discussão entre homens armados terminou com a morte de um policial militar — e com a prisão de quem alega ter agido em legítima defesa. Cleberson Osternes, detido em Anápolis dias depois do ocorrido, enfrenta acusações que vão do homicídio ao porte ilegal de armas, enquanto a versão dos fatos permanece disputada entre a narrativa policial e a da defesa. O caso lembra que a violência raramente nasce do nada: ela costuma ter uma conversa antes — e é nessa conversa que a verdade ainda precisa ser encontrada.
Um policial militar morto, um suspeito preso e versões que não se encaixam — esse é o cenário que a Polícia Civil de Goiás herdou após os disparos que ceifaram a vida de Cícero Romério Ribeiro Honório no Lago Corumbá IV, em Santo Antônio do Descoberto. Cleberson Osternes é apontado como o responsável pelo crime, ocorrido após uma discussão entre os dois homens.
Na audiência de custódia realizada no domingo, 16 de agosto, a prisão em flagrante de Osternes foi convertida em preventiva. Ele permanece detido enquanto o processo avança. Em seu depoimento, apresentou uma narrativa própria: disse que tentou intervir em uma briga entre Honório e a esposa do PM, que ambos estavam armados, e que só revidou depois de ser atingido por um tiro disparado pelo policial.
Quando a polícia o localizou em Anápolis, Osternes estava no veículo usado na fuga. Com ele, foram apreendidas a arma do crime, mais duas outras armas e munições de diversos calibres. Além de homicídio, ele responde por porte ilegal de arma de fogo e embriaguez ao volante.
A defesa, conduzida pelo advogado Helder César Soares de Oliveira, ainda não teve acesso integral ao inquérito policial. Sem os depoimentos das testemunhas presentes no momento do crime, o advogado optou por não apresentar esclarecimentos — uma cautela que revela o quanto a versão definitiva dos fatos ainda está por ser construída.
Um policial militar está morto. Cleberson Osternes, preso em Anápolis, é apontado pela polícia como responsável pela morte de Cícero Romério Ribeiro Honório. O crime ocorreu no Lago Corumbá IV, em Santo Antônio do Descoberto, na região do Entorno do Distrito Federal. Segundo as investigações, os dois homens tiveram uma discussão antes dos disparos que terminaram com a morte do PM.
Osternes compareceu a uma audiência de custódia na manhã de domingo, 16 de agosto. Naquela ocasião, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva — o que significa que ele permanecerá detido enquanto o processo avança. A polícia não confirmou se ele continua preso até o momento desta reportagem.
Em seu depoimento à Polícia Militar, Osternes ofereceu uma versão dos fatos. Ele disse que estava presente quando uma discussão eclodiu entre Honório e a esposa do PM. Segundo sua narrativa, ele tentou intervir naquele conflito. Ambos os homens estavam armados, conforme seu relato. Honório teria disparado contra o chão, mas o tiro atingiu a perna de Osternes. Foi então, segundo sua versão, que ele revidou.
Quando localizado em Anápolis, Osternes estava em um veículo que havia sido utilizado na fuga. A polícia apreendeu esse carro, a arma usada no crime, mais duas outras armas de fogo e munições de vários calibres. Os números sugerem que Osternes estava armado de forma significativa. Ele foi autuado por homicídio, porte ilegal de arma de fogo e embriaguez ao volante — três acusações graves que se somam à morte do policial.
A defesa de Osternes, representada pelo advogado Helder César Soares de Oliveira, informou que aguarda acesso completo ao inquérito policial. Especificamente, a defesa quer examinar os depoimentos das testemunhas que estavam presentes no momento do ocorrido. Apenas após essa análise, segundo a nota enviada ao g1, a defesa apresentará seus esclarecimentos e elementos sobre os fatos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Não há, até agora, confirmação de quanto tempo Osternes permanecerá em prisão preventiva ou qual será o próximo passo processual. A morte de um policial militar em circunstâncias que envolvem uma discussão prévia e versões conflitantes dos eventos permanece sob apuração.
Citazioni salienti
Aguarda acesso à íntegra do inquérito policial, inclusive aos depoimentos das testemunhas que estavam presentes no momento do ocorrido— Defesa de Cleberson Osternes