O Brasil enfrenta há décadas um paradoxo silencioso: o câncer colorretal mata sobretudo porque chega tarde, e chega tarde porque rastrear milhões de pessoas era, até agora, logisticamente impossível. O SUS passa a oferecer o teste imunoquímico fecal — simples, barato, sem preparo — para brasileiros entre 50 e 75 anos, criando um filtro que concentra os recursos escassos onde o risco é real. Não é a solução definitiva, mas é o primeiro passo sistemático de um país que precisa enfrentar uma doença cuja mortalidade deve triplicar até 2030.
SUS disponibiliza teste imunoquímico fecal para detecção precoce de câncer intestinal
A mortalidade por câncer colorretal é alta, com dois em cada três pacientes operados apresentando tumores em fase avançada, e a incidência crescente entre pessoas mais jovens (20% com 40 anos ou menos).