O governo brasileiro apresentou ao Congresso uma proposta orçamentária para 2027 prometendo o primeiro superávit primário em cinco anos — R$ 18,6 bilhões. Mas por trás do número animador escondem-se hipóteses de crescimento que o mercado não endossa e uma estrutura de despesas obrigatórias tão rígida que deixa pouco espaço para qualquer manobra real. A questão não é apenas se o superávit virá, mas se ele é suficientemente crível e duradouro para estabilizar a dívida pública e abrir caminho para juros menores — condição essencial para o bem-estar de famílias, empresas e investidores.