No coração do Pacífico, um fenómeno raro está a ganhar forma: um Super El Niño com desvios de temperatura oceânica que não se viam desde 1870, confirmado pelos maiores centros de previsão do mundo. Como tantas vezes na história humana, o que acontece longe de qualquer costa acaba por chegar à porta de todos — nas ondas de calor do verão europeu e, possivelmente, nos invernos mais severos que se seguem. A natureza não avisa com manchetes, mas com sinais que a ciência agora consegue ler, ainda que com a humildade de quem sabe que o futuro permanece aberto.