Stone lança TapTon, app que transforma celular Android em maquininha de cartão por aproximação

O celular vira a maquininha, sem terminal, aluguel ou taxa de adesão
O TapTon, da Stone, usa o NFC do Android para aceitar pagamentos por aproximação.
Mark

Em termos simples, o que o TapTon muda para quem vende?

Mimi

O celular vira a maquininha. Quem tem um Android com NFC pode receber cartões por aproximação sem contratar, comprar ou alugar um terminal, e sem as taxas de adesão.

Mark

E quem ganha com isso além do vendedor?

Mimi

A Stone. Segundo a reportagem, ter usuários que não precisam de maquininha reduz o custo operacional para atrair clientes.

Luke

Isso é a lógica apresentada, mas a reportagem não traz números de economia. Não dá para dizer quanto o custo cai.

Mark

Qual é a limitação mais clara hoje?

Mimi

Só funciona em Android, e o aparelho precisa ter NFC. Quem usa iPhone fica de fora por enquanto.

Luke

E a promessa para o iPhone é só a frase do site: disponível para todos até o final de 2021. Não há data nem detalhe confirmado.

Mark

O exemplo da vendedora de cosméticos é convincente?

Mimi

Ilustra bem o uso: maquininha esquecida ou sem bateria, cliente na frente. Vem da fala de Augusto Lins, presidente da Stone.

Luke

Mas é um exemplo do próprio executivo, não um dado de adoção. Ainda não sabemos quantos autônomos vão usar nem as taxas cobradas por transação.

Mark

E o dado de 80,5% das famílias?

Mimi

Mostra o peso do cartão de crédito como dívida no país, mas é contexto, não resultado do app.

  • Quem vende por conta própria perde clientes quando a maquininha fica em casa ou sem bateria no momento da venda.
  • O TapTon chega para Android com NFC e deixa de fora, por enquanto, os donos de iPhone, o que cria uma espera incômoda.
  • A Stone aposta em eliminar taxas de adesão e o custo de uma máquina para autônomos, profissionais liberais e microempreendedores.
  • A promessa de disponibilidade para todos até o fim de 2021 coloca a adoção em teste nos próximos meses.

Num movimento que reflete a busca constante por facilitar as trocas do dia a dia, a Ton, braço de maquininhas da fintech Stone, apresentou o TapTon: um aplicativo que transforma o celular em meio de pagamento por aproximação, dispensando o terminal físico. A ideia nasce da percepção de que muita gente que vende por conta própria perde vendas simplesmente por não carregar uma máquina consigo. Ao usar o NFC que já existe nos aparelhos, o serviço aponta para um futuro em que aceitar cartão depende menos de equipamento e mais do próprio celular, com o cartão de crédito, ainda central na vida financeira brasileira, continuando como protagonista dessa transformação.

Na terça-feira (24), a Ton, braço da Stone voltado às maquininhas, lançou o TapTon. A proposta é simples: quem vende pode receber por aproximação usando apenas o celular, sem precisar de um terminal físico. O aplicativo aproveita o NFC, a mesma tecnologia que permite pagar encostando o cartão no aparelho.

Para quem trabalha por conta própria, a mudança pode ser grande. O presidente da Stone, Augusto Lins, citou o caso de uma representante de cosméticos que, às vezes, esquece a maquininha em casa ou a encontra sem bateria justamente diante de um cliente. Com o app, a venda pode acontecer ali mesmo, pelo celular.

O serviço ainda tem limites. Por enquanto, funciona apenas em Android com NFC, e a empresa promete chegar a todos até o fim de 2021, o que indica que donos de iPhone terão de esperar. Para checar a compatibilidade, basta conferir nas configurações do aparelho se a opção NFC está ativa.

O movimento acontece num país em que o cartão de crédito segue como principal dívida das famílias, citado por 80,5% delas. Agora, o que importa observar é a chegada ao iPhone e se a adesão de autônomos e microempreendedores de fato reduz o custo de a Stone conquistar novos clientes.

Na terça-feira (24), a Ton, braço da fintech brasileira Stone voltado às maquininhas de cartão, lançou o TapTon, um aplicativo que faz o celular funcionar como meio de pagamento por aproximação. A proposta é direta: quem vende não precisa de um terminal físico para receber de clientes que têm cartão com chip de aproximação.

O app usa o NFC, sigla em inglês para comunicação por campo de proximidade. É o mesmo recurso que permite ao dono de um cartão pagar a conta apenas encostando-o no aparelho. Para pequenos negócios, o efeito prático é se livrar das taxas de adesão aos terminais físicos.

Segundo o presidente da Stone, Augusto Lins, o serviço ajuda a democratizar o meio de pagamento para autônomos, profissionais liberais e microempreendedores, que passam a aceitar cartão sem contratar, comprar ou alugar uma maquininha. Lins deu um exemplo à CNN: a representante de uma marca de cosméticos, com mais de uma ocupação, que às vezes deixa a maquininha em casa ou a vê sem bateria justamente quando encontra um cliente. Com o app, ela poderia fechar a venda pelo celular.

Há também um ganho para a própria empresa. Ampliar a base de usuários que não dependem de maquininha reduz o custo operacional da startup para conquistar novos clientes.

Por ora, o TapTon só funciona em celulares Android. O site oficial diz que a tecnologia estará disponível para todos até o final de 2021, o que sugere que donos de iPhone terão de esperar até lá. Além do sistema, o aparelho precisa ter NFC.

Para conferir se o celular é compatível, o caminho é abrir as configurações do Android, entrar no menu Conexões, procurar por NFC ou por NFC e pagamentos sem contato e verificar se a opção está ativa.

O lançamento chega num contexto em que o cartão de crédito continua central na vida financeira das famílias. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo aponta que ele segue como principal modalidade de dívida dos brasileiros, citado por 80,5% das famílias ouvidas.

O que vale acompanhar agora é a chegada do app ao iPhone, prometida até o fim do ano, e a adesão de autônomos e microempreendedores, que dirá se a aposta reduz de fato o custo de aquisição de clientes da Stone.

O serviço democratiza o meio de pagamento para autônomos e microempreendedores, sem precisar contratar, comprar ou alugar uma maquininha.
— Augusto Lins, presidente da Stone
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