Em setembro de 2026, o Superior Tribunal de Justiça suspendeu dezenas de processos espalhados pelo Brasil que debatem o direito de proprietários alugarem seus imóveis por curta temporada em condomínios residenciais via plataformas como o Airbnb. A decisão reflete uma tensão antiga entre a liberdade individual de uso da propriedade e o pacto coletivo que rege a vida condominial. Ao paralisar os casos para firmar uma tese vinculante, o STJ reconhece que a fragmentação das respostas jurídicas já causou dano suficiente — e que o país precisa de uma bússola única para navegar essa disputa.