No coração de uma democracia que se aproxima de eleições decisivas, o Supremo Tribunal Federal se vê diante de uma contradição dolorosa: a transparência que legitima a justiça pode, neste momento, ser a própria arma que a desfigura. O conflito entre dois de seus ministros — Alexandre de Moraes e André Mendonça — transcende a disputa pessoal e revela a porosidade entre o poder judiciário e o campo eleitoral. A sessão marcada para 15 de setembro não é apenas um julgamento; é um espelho em que o país verá refletidas suas fraturas mais profundas.