Em Brasília, o Supremo Tribunal Federal transforma a Praça dos Três Poderes em espaço de exceção nesta terça-feira, fechando ao público o coração simbólico da República para julgar um relatório que questiona os próprios limites do poder dentro da mais alta corte do país. O que está em julgamento não é apenas a validade de 52 mensagens trocadas entre um ex-banqueiro e um ministro, mas a pergunta mais antiga das instituições: quem vigia os vigilantes? A resposta que emergir hoje pode redesenhar, silenciosamente, as fronteiras da accountability no Brasil.