No coração do Supremo Tribunal Federal, uma votação apertada de 4 a 3 revelou nesta terça-feira não apenas uma divisão procedimental, mas uma fratura mais profunda sobre como a mais alta corte do país deve lidar com os próprios membros quando estes se tornam objeto de investigação. Ao manter separados os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, com Edson Fachin preservando a relatoria, o tribunal escolheu um caminho — mas o bate-boca entre ministros e o pedido de vista de Flávio Dino deixaram claro que essa escolha ainda não pacificou ninguém.