A menos de três semanas das eleições brasileiras, o Supremo Tribunal Federal reuniu-se em sessão extraordinária e saiu sem resolver o que veio resolver. A disputa sobre se os processos contra dois de seus próprios ministros deveriam tramitar juntos ou separados terminou em placar apertado, interrompido por um pedido de vista que pode adiar a conclusão por até noventa dias. O que ficou visível, para além da questão processual, foi a fratura interna de uma corte que, nas palavras de uma de suas ministras, gerou intranquilidade num momento em que o país esperava serenidade.