No coração do Supremo Tribunal Federal, uma questão que transcende o caso individual se impõe: pode uma corte julgar com imparcialidade um de seus próprios membros? Na terça-feira, os ministros se reúnem para decidir se há fundamento para investigar Alexandre de Moraes por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro — mas o caminho até essa resposta está cercado de obstáculos processuais que podem, por si sós, encerrar o debate antes que o mérito seja tocado. O que está em jogo não é apenas o destino de um ministro, mas a capacidade da Corte de se autorregular diante de pressões internas.