Por décadas, milhões de pessoas abriram mão da companhia de um cão por causa de alergias — uma pequena renúncia que, somada, revela o quanto a biologia humana molda nossas escolhas afetivas. Uma startup americana alterou essa equação ao modificar geneticamente beagles para eliminar as proteínas causadoras de reações alérgicas, criando os primeiros cães hipoalergênicos do mundo por edição genética. O feito técnico é inegável, mas abre uma pergunta mais profunda: quando a ciência nos dá o poder de redesenhar outros seres vivos para servir às nossas necessidades, o que isso revela sobre a nossa r