Pela primeira vez, um foguete deu ré
No ritmo irregular entre avanço e falha que define as fronteiras da exploração humana, a SpaceX prepara seu nono voo de teste da Starship — o maior foguete já construído — a partir de Boca Chica, no Texas, nesta terça-feira. Após dois testes encerrados em explosão em 2025 e meses de investigação e ajustes técnicos, a empresa tenta retomar sua trajetória rumo à reutilização plena de seus veículos. O voo carrega consigo não apenas experimentos inéditos, mas o peso simbólico de uma promessa ainda por cumprir.
- Dois fracassos consecutivos em 2025 pressionam a SpaceX a demonstrar que o megafoguete é confiável antes que o cronograma ambicioso de 25 lançamentos anuais se torne inviável.
- A explosão de março — causada por rotação descontrolada do estágio superior oito minutos após a decolagem — exigiu meses de investigação e múltiplas alterações de hardware.
- Pela primeira vez, um propulsor Super Heavy já utilizado em voo anterior será relançado, testando na prática o princípio central de reutilização que sustenta toda a visão da empresa.
- O estágio superior tentará realizar o primeiro lançamento de carga útil da Starship e experimentos de reentrada que visam trazer a nave de volta ao ponto de partida.
- A transmissão ao vivo começa às 20h30 no horário de Brasília, com a janela de lançamento aberta e o cronograma sujeito a alterações de última hora.
A SpaceX abre nesta terça-feira, 27 de maio, a janela para o nono teste de voo da Starship, com decolagem prevista para as 20h30 no horário de Brasília. O foguete parte da Starbase em Boca Chica, no Texas, e o Olhar Digital transmite ao vivo com comentários do editor de ciência Lucas Soares e do astrônomo Marcelo Zurita.
É o terceiro lançamento do ano para o maior foguete do mundo — e os dois anteriores terminaram em explosão. O mais recente, em março, revelou uma falha crítica: o estágio superior entrou em rotação descontrolada cerca de oito minutos após a decolagem. A SpaceX passou meses investigando o problema e implementou diversas alterações de hardware para aumentar a confiabilidade do veículo, que havia prometido 25 voos em 2025.
O que distingue este nono voo é a ambição acumulada em cada etapa. Pela primeira vez, o propulsor Super Heavy que será usado já voou antes — é o mesmo que decolou e retornou com sucesso no sétimo teste. Além disso, o estágio superior tentará o primeiro lançamento de carga útil da Starship e conduzirá experimentos de reentrada com o objetivo de trazer a nave de volta ao local de lançamento para análise.
A história da Starship é uma sequência de quedas e recuperações. Os primeiros testes, em 2023, terminaram em explosões ainda nos estágios iniciais. Em março de 2024, um voo de 50 minutos representou um salto real, mesmo com a nave destruída na reentrada. Junho daquele ano trouxe o primeiro pouso bem-sucedido de ambos os estágios, e outubro marcou um momento histórico: o Super Heavy retornou ao local de lançamento e foi capturado em pleno voo. Novembro confirmou novos avanços, mas janeiro de 2025 voltou a decepcionar com mais uma explosão.
Agora, com as correções em mãos e a pressão do calendário, a SpaceX tenta novamente escrever o próximo capítulo de uma das apostas mais ousadas da engenharia contemporânea.
A SpaceX está pronta para seu nono teste de voo da Starship nesta terça-feira, 27 de maio, com a janela de lançamento abrindo às 20h30 no horário de Brasília. O foguete decolará da Starbase em Boca Chica, no Texas, e você poderá acompanhar cada momento ao vivo no Olhar Digital, com transmissão começando logo após o programa de notícias das 19h30, comentado pelo editor de ciência Lucas Soares e pelo astrônomo Marcelo Zurita.
Este é o terceiro lançamento do ano para o maior foguete do mundo, e a expectativa é alta após dois testes anteriores terminarem em explosão. A SpaceX passou meses investigando o que deu errado em março, quando o estágio superior começou a girar descontroladamente cerca de oito minutos após a decolagem. Dessa investigação saíram diversas alterações de hardware, implementadas agora para aumentar a confiabilidade do veículo. A empresa havia planejado 25 lançamentos em 2025, mas até agora apenas dois foram realizados, ambos terminando em falha. Hoje marca uma tentativa de retomar o caminho.
O que torna este voo particularmente significativo é que ele testará pela primeira vez o relançamento de um propulsor Super Heavy que já voou antes — especificamente, o mesmo que decolou e retornou com sucesso no sétimo teste da Starship. Além disso, o Super Heavy levará uma série de experimentos para coletar dados que ajudem a melhorar o desempenho de propulsores futuros. O estágio superior da Starship, por sua vez, repetirá sua trajetória suborbital, mas desta vez com objetivos mais ambiciosos: realizar o primeiro lançamento de carga útil da Starship e conduzir experimentos de reentrada que visam trazer a nave de volta ao local de lançamento para análise detalhada.
A jornada até aqui foi marcada por avanços e retrocessos. Em abril de 2023, o primeiro teste terminou em explosão enquanto a nave ainda estava acoplada ao Super Heavy, com falhas nos motores acionando o sistema de destruição. Sete meses depois, em novembro, a Starship se separou do Super Heavy pela primeira vez, mas o propulsor explodiu, e a nave perdeu sinal após oito minutos e meio. A SpaceX identificou 17 correções necessárias. O terceiro teste, em março de 2024, foi um ponto de virada — durou 50 minutos, um avanço enorme, embora a nave tenha sido destruída durante a reentrada.
Junho de 2024 trouxe o primeiro sucesso real: a Starship pousou no Oceano Índico e o Super Heavy no Golfo do México, ambos conforme planejado. Em outubro, veio um momento histórico — pela primeira vez, um foguete deu ré. O Super Heavy retornou ao local de lançamento e foi capturado, enquanto a Starship fez uma reentrada controlada no Oceano Índico. Novembro trouxe outro voo bem-sucedido, com a nave acionando um de seus seis motores no espaço, um passo crucial para futuras missões. Mas janeiro de 2025 marcou uma volta aos problemas — o sétimo voo resultou em explosão, embora a SpaceX afirme ter identificado a causa.
Agora, com as lições aprendidas e as correções implementadas, a SpaceX tenta novamente. O cronograma é dinâmico e pode sofrer alterações, então acompanhe a transmissão ao vivo para ver se desta vez o maior foguete do mundo consegue alcançar seus objetivos ambiciosos.
Notable Quotes
A SpaceX planejou o primeiro retorno ao local de lançamento e captura do propulsor Super Heavy, além de outra reentrada controlada da Starship— Descrição dos objetivos do quinto teste de voo
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que este nono voo é diferente dos anteriores, especialmente depois de duas explosões em 2025?
A SpaceX passou meses investigando o que deu errado em março — quando o estágio superior começou a girar descontroladamente. Dessa investigação saíram alterações de hardware que buscam aumentar a confiabilidade. Mas além disso, este voo testa algo que nunca foi feito: relançar um propulsor Super Heavy que já voou antes.
Qual é a importância de reutilizar esse propulsor?
A reutilização é o coração do projeto Starship. Se você conseguir lançar o mesmo foguete várias vezes sem reconstruir do zero, reduz drasticamente os custos. Este voo prova que é possível fazer isso na prática, não apenas em teoria.
E quanto aos experimentos que serão realizados?
O Super Heavy levará dados para melhorar propulsores futuros, enquanto a Starship tentará fazer seu primeiro lançamento de carga útil e trazer a nave de volta ao local de lançamento. São metas que falharam nos testes anteriores.
A SpaceX esperava 25 lançamentos em 2025. Isso ainda é possível?
Matematicamente, sim, mas depende de resolver os problemas que causaram as explosões. Cada falha oferece dados valiosos, mas também atrasa o cronograma. O que importa agora é que este voo mostre que as correções funcionam.
Como você avalia as chances de sucesso hoje?
A SpaceX tem histórico de aprender com falhas. Desde o primeiro teste em 2023, cada voo — mesmo os que explodiram — levou a nave mais longe. Os sucessos de outubro e novembro de 2024 mostraram que o conceito funciona. Hoje é sobre consolidar isso.