No limiar entre ambição e possibilidade, a SpaceX prepara para 22 de setembro a primeira tentativa real de colocar a Starship em órbita terrestre — um salto que separa o ensaio da história. Após treze voos suborbitais desde 2023, o megafoguete de 124 metros carregará 26 satélites Starlink e completará seis voltas ao planeta antes de mergulhar no Pacífico. É o momento em que um programa bilionário precisa provar que o futuro do transporte espacial não é apenas promessa.
SpaceX marcará história com primeiro voo orbital da Starship em 22 de setembro
Pela primeira vez, o foguete permanecerá em órbita por horas
Por que este voo é tão diferente dos 13 anteriores?
Porque pela primeira vez a SpaceX vai tentar deixar o foguete em órbita real, completando voltas ao redor da Terra. Nos testes anteriores, o Ship subia e caía — nunca completava uma volta.
Mas ele vai cair no oceano mesmo assim, certo? Não é exatamente uma missão bem-sucedida no sentido tradicional.
Não, mas é um teste de capacidade. A SpaceX quer ver se consegue manter o foguete em órbita por horas, fazer ele completar seis voltas, e depois trazê-lo de volta de forma controlada.
E os satélites que vão junto — eles são apenas carga, ou têm um propósito específico?
Têm propósito duplo. Os 26 satélites Starlink V3 vão para a constelação, mas três deles carregam câmeras que vão fotografar o escudo térmico do foguete durante a reentrada.
Então a SpaceX está usando a missão para coletar dados sobre como o escudo térmico se comporta em condições reais de reentrada?
Exatamente. Eles recuperaram o Ship do voo anterior e aprenderam muito. Agora querem ver como as modificações que fizeram funcionam.
Por que não tentam capturar o foguete com os braços mecânicos desta vez?
Porque Elon Musk decidiu que o risco é muito alto. Se o foguete explodir durante a captura, seria um revés enorme para o programa neste momento.
Então eles estão sendo estratégicos — focando no que realmente importa para o próximo passo, que é alcançar a órbita.
Sim. Capturar o foguete é importante, mas não é o gargalo agora. Chegar à órbita é.
Der Puls
- Pela primeira vez em 14 tentativas, a Starship terá como meta explícita a órbita terrestre — não apenas subir e cair, mas girar ao redor do planeta por dez horas.
- Três satélites equipados com câmeras fotografarão o escudo térmico durante a reentrada, expondo em tempo real uma das vulnerabilidades mais críticas do veículo.
- A captura do foguete pelos braços mecânicos da torre foi cancelada para este voo após Musk recuar diante do risco de uma explosão catastrófica atrasar todo o programa.
- O Super Heavy foi reprogramado para corrigir falhas de reacendimento dos motores registradas em julho, enquanto o escudo térmico recebeu melhorias baseadas na análise do voo anterior.
- O sucesso desta missão é a condição mínima para que a Starship possa, no futuro, substituir o Falcon 9 e o Falcon Heavy e voar de forma confiável várias vezes por semana.
No limiar entre ambição e possibilidade, a SpaceX prepara para 22 de setembro a primeira tentativa real de colocar a Starship em órbita terrestre — um salto que separa o ensaio da história. Após treze voos suborbitais desde 2023, o megafoguete de 124 metros carregará 26 satélites Starlink e completará seis voltas ao planeta antes de mergulhar no Pacífico. É o momento em que um programa bilionário precisa provar que o futuro do transporte espacial não é apenas promessa.
No dia 22 de setembro, a SpaceX tentará algo que nunca fez antes: colocar a Starship em órbita terrestre de verdade. O lançamento sairá da Starbase, no sul do Texas, com uma janela de 75 minutos a partir das 9h15 no horário de Brasília. Desde 2023, o megafoguete de 124 metros completou 13 testes — todos suborbitais, todos limitados a subir e cair. Desta vez, o estágio superior chamado Ship completará seis voltas ao planeta a 275 quilômetros de altitude, antes de mergulhar no Oceano Pacífico, a oeste do Chile, cerca de dez horas após a decolagem.
O foguete não viajará vazio. A bordo estarão 26 satélites Starlink de terceira geração — os primeiros dessa nova geração a serem lançados — projetados para ampliar velocidades e confiabilidade da conexão. Três deles carregarão câmeras especiais para fotografar o escudo térmico após a separação da carga, fornecendo dados essenciais sobre o comportamento do sistema de proteção durante a reentrada atmosférica.
O que não acontecerá neste voo é igualmente significativo. A captura do Ship pelos braços mecânicos da torre foi adiada — Musk recuou diante do risco de uma explosão comprometer o desenvolvimento do programa. O Super Heavy fará um pouso convencional no Golfo do México, sete minutos após a decolagem, repetindo um perfil já dominado. Modificações no hardware e no software do propulsor buscam corrigir os problemas de reacendimento dos motores observados no 13º voo, em julho.
Para a SpaceX, chegar à órbita é apenas o primeiro degrau. A empresa pretende substituir o Falcon 9 e o Falcon Heavy pela Starship assim que o veículo puder voar de forma confiável várias vezes por semana. Mas antes de reabastecimentos em órbita, missões à Lua ou a Marte, há uma etapa inegociável: provar que a Starship consegue chegar lá. Tudo o que vem depois depende do que acontecer em 22 de setembro.
No dia 22 de setembro, a SpaceX tentará fazer história. Pela primeira vez em 14 voos de teste, o megafoguete Starship será lançado com o objetivo explícito de alcançar a órbita terrestre. O lançamento sairá da Starbase, no sul do Texas, dentro de uma janela de 75 minutos que se abre às 9h15 no horário de Brasília.
Desde seu primeiro voo em 2023, a Starship completou 13 testes, mas todos seguiram trajetórias suborbitais — o foguete subiu, caiu, e nada mais. Desta vez será diferente. O estágio superior, chamado Ship, permanecerá no ar por horas, completando seis voltas completas ao redor do planeta a uma altitude de aproximadamente 275 quilômetros. Cerca de dez horas após a decolagem, a nave fará uma manobra para retornar e mergulhará no Oceano Pacífico, a oeste do Chile. É um salto qualitativo enorme em relação aos testes anteriores, quando o Ship permanecia no ar por apenas 65 minutos antes de cair no Oceano Índico.
O foguete, que mede 124 metros de altura, não viajará vazio. A SpaceX pretende colocar 26 satélites Starlink de terceira geração em órbita — a primeira vez que esses novos satélites serão lançados para a constelação. A empresa afirma que eles foram projetados para ampliar significativamente as velocidades e a confiabilidade da conexão. Mas há mais: três desses satélites levarão câmeras especiais que fotografarão o escudo térmico do Ship após a liberação da carga. Essas imagens serão cruciais para que a SpaceX estude como o sistema de proteção térmica se comporta e identifique possíveis melhorias antes da reentrada na atmosfera.
O que não acontecerá neste voo é igualmente revelador. A SpaceX não tentará capturar o Ship com os braços mecânicos instalados na torre de lançamento — um dos momentos mais aguardados do projeto. Também não capturará o propulsor Super Heavy. Segundo reportagens, Elon Musk recuou de planos anteriores porque uma explosão nesta fase poderia representar um revés muito grande para o desenvolvimento do veículo. O Super Heavy fará um pouso convencional no Golfo do México, aproximadamente sete minutos após a decolagem, repetindo um perfil já testado.
A SpaceX fez modificações significativas no hardware e no software do propulsor para corrigir problemas observados no 13º voo, realizado em julho, quando o Super Heavy teve dificuldades para reacender seus motores após a separação do estágio superior. O escudo térmico da Starship também foi modificado com base no que a empresa aprendeu ao recuperar e analisar o Ship do voo anterior — uma recuperação bem-sucedida que permitiu que o estágio superior caísse na água sem explodir.
Esta tentativa de alcançar a órbita é especialmente importante para os planos de longo prazo da SpaceX. A empresa já investiu bilhões de dólares no programa e pretende, eventualmente, substituir os foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy pela Starship. Elon Musk afirmou que isso deverá acontecer quando o novo veículo conseguir voar de forma confiável várias vezes por semana. Para cumprir essa meta ambiciosa, porém, a Starship precisará não apenas alcançar a órbita, mas também retornar à Terra e ser reutilizada rapidamente — capacidades que transformariam o transporte espacial.
O 14º voo testará apenas a primeira parte desse processo. Outras etapas importantes ficarão para voos posteriores, incluindo a captura do Ship pela torre e o reabastecimento da nave em órbita, uma capacidade necessária para futuras missões à Lua, Marte e outros destinos. Mas primeiro, a SpaceX precisa chegar à órbita. Tudo o que vem depois depende disso.
Bemerkenswerte Zitate
Chegando à órbita, a próxima fase do desenvolvimento da Starship para ser totalmente e rapidamente reutilizável poderá começar— SpaceX, descrição oficial da missão